Geral

Campanha em Bauru orienta sobre causas e tratamento da gagueira

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru está entre as cidades que acolheram a campanha nacional “Gagueira não tem graça. Tem Tratamento”. Hoje, véspera do Dia Internacional de Atenção à Gagueira, profissionais prestarão orientações sobre o problema, imerso em crendices e fonte de constantes desgastes a quem sofre com o distúrbio.

“Existe especulação de que a gagueira não tem cura, que pode ser um susto. Tudo isso é mito. Então, eu quero falar cientificamente do que as pesquisas têm comprovado com relação às possíveis causas e como a fonoaudiologia atua, além das possibilidades de cura”, diz a fonoaudióloga Liliane Stumm.

Mestre com especialização no assunto e autora de publicação, ela fará hoje palestra sobre o tema, das 10h às 11h. Depois, estará até as 13h prestando orientações individuais, gratuitamente.

De acordo com Stumm, também neste sábado, durante o Dia de Responsabilidade Social promovido pela Universidade do Sagrado Coração (USC), a população terá acesso a informações sobre gagueira. Das 9h às 12, os interessados poderão fazer avaliação audiológica e receber orientações.

“Susto, trauma de infância, eles podem até vir associados, mas as pesquisas têm comprovado a importância da hereditariedade e possíveis disfunções do desenvolvimento neurolingüístico da produção da fala”, explica Stumm. Ela explica que, com 2 anos e meio, a criança começa a apresentar disfluência.

“Isso é um processo totalmente normal. Algumas crianças passam por essa fase e melhoram rapidinho. Outras, não. A gente dá seis meses para a recuperação espontânea. Tem gente que diz que melhora com os 5 anos, mas é contra indicado porque o cérebro está aprendendo esse comando patológico. Depois, para reverter, é muito mais difícil”, alerta.

Para a fonoaudióloga, a família da criança deve procurar atendimento especializado com rapidez porque a gagueira provoca muito sofrimento, em especial na adolescência, quando a sociedade começa a cobrar mais. “O principal problema é o desenvolvimento da imagem negativa. A auto-imagem fica muito comprometida”, comenta. A gagueira normalmente começa na primeira infância. Casos iniciais em adolescentes e adultos são raros.

• Serviço

A clínica de Stumm, onde será realizada a palestra, fica na rua Antônio Alves, 35-75, no Jardim Aeroporto. Já a USC está situada à rua Irmã Arminda, 10-50, no Jardim Brasil. Outras informações podem ser obtidas pelos sites www.abragagueira.org.br e www.cefac.br

Comentários

Comentários