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Ibope mostra Lula com 21 pontos a mais que Alckmin

Por Thiago Guimarães | Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Divinópolis - Pesquisa Ibope divulgada ontem pelo “Jornal Nacional” mostra que, faltando pouco mais de uma semana para a eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está 21 pontos à frente do tucano Geraldo Alckmin na disputa pelo Palácio do Planalto. Lula tem 57% das intenções de voto. Em relação ao levantamento anterior, realizado na semana passada, subiu cinco pontos. Alckmin, por sua vez, caiu de 40% para 36% - um recuo de quatro pontos. Votariam em branco ou nulo 3% dos eleitores. Ainda estão indecisos 4%.

A margem de erro da pesquisa Ibope é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado na quarta-feira e anteontem, antes portanto do debate de anteontem à noite no SBT. O resultado é semelhante ao da pesquisa Datafolha, feita no início da semana e no qual Lula tinha vantagem de 19 pontos.

Considerados apenas os votos válidos - descontando os nulos e indecisos -, Lula teria, segundo o Ibope, 62% contra 38% de Alckmin. Nesse cenário, Alckmin teria hoje menos votos do que os que conseguiu no primeiro turno, quando recebeu 41,64% dos votos válidos, e Lula teve 48,61%. A pesquisa, que ouviu 3.010 eleitores em 198 municípios, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 22.600/2006.

Segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Divinópolis (MG), que foi “importante” não ter vencido a eleição presidencial no primeiro turno, para que o “povo brasileiro visse concretamente a diferença dos dois projetos que estão em disputa”. Mudando o tom do discurso de “caça às bruxas” que usou logo após o primeiro turno, ao tentar identificar as razões que levaram a disputa para uma segunda rodada, Lula disse, em referência ao novo pleito, que “Deus faz as coisas certas”.

“Não foi possível (vitória no primeiro turno). E de vez em quando eu acho que Deus faz as coisas certas. Foi importante que a gente não ganhasse no primeiro turno para que a gente pudesse permitir que o povo brasileiro visse concretamente a diferença dos dois projetos que estão em disputa na eleição para presidente da República.”

Na semana anterior ao primeiro turno, Lula havia dito que, em 1 de outubro, a “oncinha iria beber água”, em referência a seu favoritismo para sair vitorioso da eleição já na primeira votação. Com ampla dianteira em todas as pesquisas de intenção de voto, Lula ontem não citou diretamente Geraldo Alckmin em nenhum momento do discurso. Preferiu associar Alckmin ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

“Eu tenho dito que não tenho nenhuma preocupação de comparar os quatro anos do nosso governo com os oito anos do governo passado. Quatro com oito. E não tenho dúvida nenhuma que nós fizemos mais pelo Brasil em quatro anos do que eles fizeram em oito anos.”

A lista de comparações de Lula incluiu salário dos trabalhadores (“Pela primeira vez em 20 anos com três reajustes seguidos acima da inflação”), salário mínimo (“Compra o dobro que comprava antes”), balança comercial (“Brasil está exportando o dobro que exportava”), reservas cambiais (“Hoje temos US$ 75 bilhões e não precisamos de ninguém”) e ensino superior (“Fizemos quatro universidades federais contra uma no governo passado”).

Acompanhado pelo vice-presidente José Alencar (PRB) e pelos ministros mineiros Patrus Ananias (PT, Desenvolvimento Social), Hélio Costa (PMDB, Comunicações), Walfrido dos Mares Guia (PTB, Turismo) e Luiz Dulci (PT, Secretaria Geral da Presidência), Lula percorreu cerca de cinco quilômetros em carreata até uma praça central da cidade mineira, onde houve o comício.

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Direito de resposta

São Paulo - A coligação A Força do Povo, que apóia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá direito a dois minutos de inserção no programa de TV do candidato Geraldo Alckmin (PSDB). O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou por unanimidade a afirmação da coligação de que a campanha do PSDB teria ofendido a honra do presidente ao afirmar que ele é responsável direto por atrasar as investigações sobre a compra de dossiê antitucano.

O tribunal considerou ofensivas as propagandas da coligação de Alckmin em que se afirma que o presidente Lula “manda na Polícia Federal, manda nos ministros, manda no PT, mas não sabe dizer “de onde vem o dinheiro”.

De acordo com o relator do processo, ministro Carlos Alberto Menezes Direito, o direito à réplica deve ser concedido, mesmo que os ataques tenham sido feitos de forma indireta. Os dois minutos serão usados pela coligação A Força do Povo no tempo de propaganda em bloco da coligação adversária.

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