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Alckmin sugere um suposto elo entre PT e PCC

Folhapress
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São Paulo - O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, fez menção a uma ligação indireta entre os ataques do crime organizado em São Paulo e o PT. Falando em intenção “político-eleitoral”, o ex-governador de São Paulo disse ser óbvio que há “beneficiários” destas ações.

“Claro, que tinha o lado político-eleitoral (nos ataques do PCC). Isso aí não foi por acaso. Claro que era uma guerra de opinião pública, jogar a opinião pública contra o governo em período eleitoral. E claro que tem beneficiários disso”, afirmou Alckmin em entrevista à rádio “CBN”.

Seguindo o raciocínio, fez uma menção velada, mas mais direta, entre criminalidade e o governo do PT. “No Brasil, o crime está migrando para a política. Este é um fato. É só a população olhar e vai ver a quantidade de ações criminosas, aliás não esclarecidas, na política brasileira”, disse Alckmin.

O candidato do PSDB teve de responder a temas considerados polêmicos. Foi seco ao responder sobre sua ligação com a Opus Dei -prelazia da Igreja Católica. Disse apenas “não sou”. E mostrou desconforto ao falar sobre episódio envolvendo sua esposa, Lu Alckmin. “Todos os argumentos do PT estão aparecendo aqui”, reclamou. A nome da ex-primeira-dama de São Paulo surgiu no debate eleitoral quando apareceu a informação de que ela teria recebido 400 peças de alta costura.

À época, Lu respondeu que doou todas para instituições de caridade. Alckmin fez questão de dizer que sua mulher jamais foi funcionária pública ou recebeu “um centavo” dos cofres públicos e que sempre trabalhou como voluntária, apoiando seus mandatos públicos.

Sobre o tema que parece dominar o debate do segundo turno, o ex-governador teve de responder sobre a privatização de rodovias e o valor alto dos pedágios cobrados nas estradas paulistas. “Não é privatização, é concessão. Privatização é venda de ativo”, destacou Alckmin, dizendo que o patrimônio das rodovias volta para o Estado depois do fim do contrato com a concessionária.

Segundo ele, é uma questão de “justiça social” cobrar pedágio. “Alguém paga pela rodovia. Pode ser a dona Maria, que mora na favela e não usa a estrada, mas paga imposto no açúcar que compra. Ou quem usa a estrada”, comentou.

Alckmin insistiu que sua grande pauta para garantir o crescimento do país é o ajuste fiscal ou corte de gastos públicos. Questionado se o combate à corrupção e ao desperdício - mantra adotado em sua campanha - não seria insuficiente e se o problema não estaria na questão da previdência, o tucano foi dúbio. Reconheceu o problema do déficit, mas que ele seria de responsabilidade da previdência dos servidores públicos.

Para Alckmin, é necessário regulamentar a PEC da Previdência do Setor Público, para implementar o pagamento de teto e a opção do fundo de pensão para quem ganha mais. Porém, disse que não pode cassar direitos adquiridos. Aos aposentados e pensionistas do INSS, garantiu que vai dar o “máximo de aumento”, enquanto se restringe o pagamento aos aposentados do setor estatal. Foi uma maneira de criticar o veto do seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao reajuste de 16% nos valores das aposentadorias deste ano para quem ganha acima do mínimo. O governo concedeu 5%.

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Mineiros ‘convocados’

São Paulo - O governador reeleito em Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), conclamou os mineiros a elegerem Geraldo Alckmin no 2.º turno da eleição presidencial. Os dois participaram de carreata e comício ontem, em Varginha, no Sul de Minas. Cerca de 1.500 pessoas se reuniram na praça Rui Barbosa para prestarem apoio à candidatura do tucano.

“É um apoio que estamos dando não por um compromisso partidário ou por uma relação de amizade, é por uma responsabilidade que todos nós temos pelo Brasil. Minas me deu uma votação consagradora. Temos de agradecer essa votação histórica e pedir a cada companheiro, a cada eleitor, que completem essa nossa vitória dando o seu voto a Geraldo Alckmin”, disse Neves, em entrevista.

Aécio Neves destacou que Minas precisa de Alckmin na Presidência como um parceiro do Estado. “Precisamos de uma parceria. Parceria com um governo sério, que planeje, que preenche os cargos públicos não pela filiação partidária, mas pelo mérito, pela capacidade de gestão. (...) Eu vou estar ao lado de Geraldo nos próximos dez dias, em Minas, fora de Minas, dizendo aos brasileiros que é preciso encerrar esse ciclo de governo do PT. Nós precisamos de um governo eficiente e, sobretudo, sério à frente do Brasil”, afirmou o tucano.

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