Nova York - A Arquidiocese de Miami divulgou nota ontem em que se desculpa pela “injustificável” conduta do padre Anthony Mercieca, 69 anos, que disse nesta semana que talvez tenha se comportado de forma “sexualmente inapropriada” com ex-deputado republicano Mark Foley, 52 anos, quando este tinha entre 12 e 13 anos.
Aliado do presidente George W. Bush, Foley foi obrigado a renunciar ao mandato no final de setembro depois que veio à tona que ele enviava mensagens de conteúdo sexual a adolescentes estagiários do Congresso. Na época, ele atribuiu seu comportamento ao suposto abuso sexual de que teria sido vítima quando criança.
Anteontem, um jornal da Flórida publicou entrevista de Mercieca, o suposto autor do abuso. “Devemos desculpas ao senhor Foley pelo dano que sofreu. Tal conduta é moralmente repreensível, canonicamente criminosa e indesculpável. Os eventos descritos são totalmente contrários ao ministério de um sacerdote”, diz o comunicado da Igreja Católica.
O padre Mercieca vive hoje na diocese da ilha de Gozo, em Malta. Por orientação do Vaticano, está proibido de dar entrevistas. O bispo Mario Grech, responsável pela comunidade, disse ter aberto investigação anteontem sobre o episódio e pedido informações a representantes da igreja na Flórida.
Gerald Richman, advogado de Foley, disse ontem que ainda não sabe se o ex-deputado vai cooperar com a investigação da igreja. O ex-deputado está em tratamento psicológico e não tem aparecido em público desde a renúncia.