Prestes a ser votado pela Câmara Municipal, Plano Diretor (PD) de Bauru prevê a realização de adaptações que podem ao menos amenizar a os problemas existentes no trânsito da cidade. Segundo a arquiteta Maria Helena Rigitano, coordenadora do PD, uma das dificuldades para a mobilidade urbana é a presença de barreiras que seccionam a cidade.
“Bauru é entrecortada por córregos, rodovias e ferrovias. A idéia seria criar meios de transposição adequados, como passarelas para pedestres, por exemplo”, explica ela. O PD também identificou alguns pontos de congestionamento na cidade, como a avenida Duque de Caxias ou a rua Campos Sales.
“Essas vias dão acesso às faculdades e costumam apresentar grande fluxo de veículos em horários de entrada e saída das aulas”, diz Rigitano. De acordo com ela, uma das soluções apontadas pelo PD seria a realização de obras que desafogassem o tráfego da região.
“Por enquanto isso é apenas uma proposta. Tudo depende de os recursos estarem disponíveis”, afirma. De acordo com Rigitano, a presença do projeto no PD é importante, mesmo que a prefeitura não venha a realizar as obras com recursos próprios.
“O Plano Diretor orienta ações futuras para o espaço urbano de Bauru. Ainda que o poder público não tenha condições, a iniciativa privada estará orientada a promover essas adaptações em empreendimentos futuros”, defende.
Um exemplo citado por ela é das ciclovias. “Bauru é uma cidade que quase não tem espaços para ciclistas, por isso tentaremos sanar essa carência nos novos loteamentos”, diz. De acordo com Rigitano, isso já vem acontecendo em empreendimentos localizados nas proximidades da avenida José Vicente Aielo, zona sul da cidade. “Naqueles locais já estão sendo construídas ciclovias pela iniciativa privada”, afirma.
Atualmente, apenas uma via destinada a ciclistas (localizada na avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, nas proximidades do campus da Universidade Estadual Paulista - Unesp) encontra-se em bom estado na cidade. Segundo Rigitano, o PD prevê a ampliação dessa ciclovia. “Seria preciso destinar faixas exclusivas para uso das bicicletas nas avenidas mais largas da cidade, como Nações Unidas, por exemplo, para que isso se concretize”, aponta.