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Oferta de pós-graduação é 500% maior

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

De todo o crescimento registrado pelo ensino superior nos últimos 11 anos em Bauru, nenhum foi tão expressivo quanto o número de vagas para cursos de pós-graduação. Nesse período, elas saltaram de 300 para 1,8 mil por ano - um aumento de 500%. No levantamento, foram incluídas as vagas para os cursos de mestrado, doutorado e especialização.

Da mesma forma, cresceu significativamente a quantidade de cursos e de alunos matriculados. Em 1995, existiam 750 universitários fazendo pós-graduação em Bauru. Atualmente, esse número subiu para 4,3 mil alunos, o que representa um crescimento de 473%. Enquanto isso, a variação dos cursos foi de 400%. Ou seja, passou de 15 há uma década para 75 hoje.

De todas as faculdades e universidades da cidade, apenas o Instituto de Ensino Superior de Bauru (Iesb/Preve) e a Faculdade do Liceu não oferecem cursos de pós-graduação.

Crescimento menor

Na comparação das nove instituições de ensino superior de Bauru, o crescimento no número de vagas ocorreu em menor proporção nas instituições públicas. Na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, o aumento de vagas para a graduação quase não existiu de 1995 até hoje.

Durante esse tempo, foram criadas apenas 15 novas vagas para o curso de odontologia. De 75 vagas oferecidas por ano, passou a ter 90, segundo informou a universidade. As vagas nos cursos de pós-graduação diminuíram de 208 para 162.

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp) o crescimento foi maior, mas mesmo assim não chega a empolgar. Em 1995, eram 20 cursos de graduação. Hoje, são 24. As vagas anuais aumentaram de 760 para 935. A expansão foi maior dentro da pós-graduação. Há 11 anos, eram três cursos e hoje são 14, contando as especializações. As vagas saltaram de 75 para 380.

Para a diretora acadêmica da Faculdade Fênix, Vera Casério, o “boom” universitário registrado em Bauru nos últimos 11 anos poderia ser melhor se as instituições públicas também tivesse acompanhado o ritmo do crescimento.

“É uma pena que o crescimento não tenha ocorrido na mesma proporção nas universidades públicas.” Segundo ela, se isso tivesse acontecido, os principais beneficiados seriam os alunos que não têm condições de arcar com as despesas de uma faculdade particular. Na opinião de Casério, eles teriam mais chances de ingressar no ensino superior.

O fato das faculdades conseguirem manter os cursos novos em funcionamento e ainda criar outros mostra, na opinião de Vera, que existe uma demanda pelo ensino superior em Bauru e na região. “Hoje, o leque de opções de cursos é muito grande, mas existem outros que podem ser implantados para atender aqueles estudantes que saem de Bauru em busca de cursos que ainda não temos.”

De acordo com ela, identificar quais são esses cursos será um dos objetivos do Fórum Permanente de Educação Superior, lançado semana passada pelas universidades e faculdades de Bauru. “Uma das proposta do fórum é fazer uma pesquisa para saber quais são os cursos que faltam para atender essa demanda e evitar que os estudantes saiam daqui”, conclui a diretora.

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