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Encontro de médico e crianças no HE é selado pela emoção

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O 1.º Encontro de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do Hospital Estadual (HE) de Bauru foi selado pela emoção. Um reencontro entre médico e pacientes que poderia ser descrito como uma vitória da vida. A confraternização, organizada pela equipe de profissionais que atua no setor, comemorou o êxito das 60 cirurgias realizadas no HE desde 2004.

Os pacientes com idades entre 5 meses e 15 anos e seus familiares curtiram guloseimas e brincadeiras no auditório do hospital e reencontraram aqueles que lhes devolveram qualidade de vida.

Para a coordenadora da unidade de internação coronariana, Rosa Briquezi, a confraternização sela a luta que crianças e profissionais travaram para alcançar o sucesso. “Se todos esses pacientes não recebessem uma cirurgia cardíaca, teriam pouca chance de sobrevivência.”

São casos de más-formações congênitas do aparelho cardiocirculatório. No futuro, essas crianças poderiam ter comprometimentos sérios que poderiam levar até à necessidade de transplante, explica o cirurgião cardíaco Jean Pierre Nogueira.

Segundo ele, a criança nasce com a má-formação e muitas vezes nem chega a apresentar sintomas, pois passa pela cirurgia ainda com pouca idade. “É difícil explicar para os pais porque eles não percebem. Com a evolução da idade e trabalhando de forma incorreta, o coração não agüentaria e seria necessário o transplante”, alerta.

A cirurgia tem efeito curativo e proporciona vida normal à maioria dos pacientes infantis, além de evitar o transplante. “Na maioria das vezes, quando a doença é detectada precocemente e a cirurgia é feita, o paciente passa a ter vida normal.”

Nogueira frisa que há casos em que a criança passa por apenas uma cirurgia, porém há outros que requerem até três operações. “Algumas patologias requerem mais de um procedimento cirúrgico.”

O cirurgião lembra que a maioria das patologias são detectadas no consultório do pediatra, através de exames. “Os principais sintomas são falta de ar, coloração roxa em lábios, rostos e mãos. Em raros casos, o paciente apresenta dor no peito.”

Raquel Cristina Machado Pereira é mãe de Luis Vinícius Pereira, 9 anos. O menino foi submetido a uma cirurgia do coração há um ano e ela comemora a vitória. “Ele tem vida normal. Nunca passou por problemas sérios porque o problema foi detectado precocemente. Fisicamente estava bem, mas seu coração não funcionava normalmente.”

A mãe fez questão de comparecer à confraternização com o filho. “É uma maneira de agradecer tudo o que eles fizeram pelo meu filho”, conclui.

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