Rio - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, deixou de convidar seu principal apoiador no Estado do Rio, o ex-governador Anthony Garotinho, para a agenda política que cumpriu ontem em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (região metropolitana). Garotinho esperava participar da atividade. Nos últimos dez dias, o presidente estadual do PMDB inaugurou comitês pró-Alckmin nas cidades de Paracambi, Japeri, Queimados, São João de Meriti e Mesquita, todas na Baixada.
Alckmin esteve em Duque de Caxias acompanhado do ex-prefeito Zito (deputado estadual eleito mais votado) e do deputado federal Eduardo Paes, derrotado no primeiro turno para governador. Ambos são do PSDB.
Logo após o primeiro turno, quando anunciou seu apoio ao tucano, Garotinho disse que teria condições de elevar de 31% para 40% o percentual de votos para o candidato na Baixada. No primeiro turno, Lula teve 69% dos votos, contra 31% do adversário. O apoio, repudiado por aliados no Rio, abriu uma crise na campanha de Alckmin. Além dos comitês, Garotinho montou centrais de divulgação da candidatura Alckmin no interior fluminense, providenciou a confecção de panfletos com informações sobre seu apoio ao candidato e escalou a filha Clarissa Matheus para comandar manifestações de rua. Na semana passada, Garotinho disse que o trabalho na Baixada alcançaria mais sucesso se Alckmin visitasse a região o mais rapidamente possível.
Alckmin foi à região ontem, mas não o convidou. Clarissa também não foi chamada. Questionado sobre a ausência de Garotinho, Alckmin limitou-se a dizer que ainda poderá haver uma agenda conjunta até a eleição. Na visita a Caxias, Alckmin voltou a minimizar as pesquisas que o colocam atrás do presidente Lula.