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Tarso Genro rebate ex-presidente, mas acena com uma proposta de diálogo

Folhapress
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São Paulo - O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, rebateu as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contra o PT e devolveu a acusação de sua legenda usa técnicas “nazistas”. “De técnicas nazistas e fascistas, eles (tucanos) é que entendem”, afirma.

O ministro, no entanto, afirmou que, após as eleições, o ex-presidente deve ser chamado a dialogar, como uma das lideranças da oposição. “A nossa diferença com o Fernando Henrique não é somente moral, é uma diferença também programática. Isso nós podemos provar pela forma que nós tratamos as quadrilhas que vieram do seu governo”, disse o ministro, em uma referência à máfia dos sanguessugas.

“A diferença programática é muito clara também. Nós não só restabelecemos o equilíbrio macroeconômico, mas bloqueamos as privatizações selvagens e estabelecemos programas sociais que eles disseram ser impossível de feito”, acrescentou.

O ministro acusou o ex-presidente e o ex-governador Geraldo Alckmin, o candidato a presidente do PSDB, de terem feito “privatizações irresponsáveis” e rebateu a acusação de FHC de que o PT usa técnicas nazistas. “(Os petistas) não se cansam de repetir mentiras, na velha técnica nazista de mente, mente, mente que pega. E pega mesmo, porque (Adolf) Hitler foi eleito. E depois?”, questionou o presidente, em referência ao discurso do PT de que, se eleito, Alckmin venderia grandes estatais. O ministro afirmou que os tucanos usam técnicas nazistas ao incriminar “em grupo” o PT, em vez de fazer críticas aos indivíduos que cometeram erros. Tarso também afirmou que o assunto das privatizações foi colocado de “forma programática, de forma totalmente leal”. “Essa discussão é uma discussão de programa, tanto que colocou os tucanos na defensiva”, acrescenta.

Tarso afirmou não estar preocupado com o que analistas políticas chamam de “terceiro turno” das eleições, isto é, a continuidade do clima belicoso do período eleitoral mesmo após o dia 29. “Eu não estou preocupado, porque essa tensão é normal em períodos eleitorais. Depois (das eleições), nós vamos procurar todos os setores de oposição para dialogar, independente da ideologia. Quem não quiser conversar, somente vai confirmar uma vocação autoritária, golpista”, acrescentou.

Ele disse que o convite também deveria ser estendido ao ex-presidente FHC. “Não só pode (participar do diálogo com o governo), como deve, porque o Fernando Henrique é um líder político, que está guiando ideologicamente a discussão”.

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