Brasília - O mercado financeiro fez um novo reajuste para baixo nas previsão para a inflação de 2006 e 2007. Para este ano, a projeção passou de 3% para 2,97%. Já para 2007, ela caiu de 4,2% para 4,17%.
A meta para os dois anos é de 4,5% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Caso o Banco Central não cumpra a meta, o presidente da instituição, Henrique Meirelles, precisará enviar uma carta ao ministro Guido Mantega (Fazenda) explicando o motivo de a inflação ter ficado fora da margem.
A projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 3,09% para 3,12% para este ano. Já a do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) subiu de 3,20% para 3,23%. As previsões constam do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC. Sobre os juros, os analistas mantêm a previsão de que a Selic chegará a 13,5% até o final do ano. Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa de 14,25% ao ano para 13,75%.
A projeção para o crescimento da economia foi mantida em 3%, abaixo da previsão do governo. O BC acredita em um crescimento de 3,5% e o Ministério da Fazenda, de 4%. Já para a produção industrial, a projeção do último levantamento do BC caiu de 3,48% para 3,46% para este ano. Já a projeção em relação ao superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - foi elevada de US$ 43,51 bilhões para US$ 44 bilhões.