O economista Reinaldo Cafeo alerta para os cuidados que os consumidores devem ter ao fazer as compras de final de ano. “O comércio deve ser mais agressivo, oferecer crediários mais longos e parcelas menores. Certamente haverá muitas lojas incentivando as compras no cartão de crédito para serem pagas em até 12 vezes sem juros, por exemplo. Então, o consumidor deve ficar atento e tomar muito cuidado para não comprometer seu orçamento”, alerta Cafeo.
No caso do cartão de crédito, continua valendo a orientação de não cair na armadilha de pagar a fatura mínima. Os juros mensais do cartão de crédito giram em torno de 11%. Portanto, o ideal é que as compras sejam feitas com parcelas que permitam o pagamento da fatura em seu valor total.
“Os gastos de final de ano devem ser cuidadosamente planejados. As pessoas não podem esquecer de que no início do ano vêm as tradicionais despesas de IPVA, IPTU, matrícula dos filhos na escola e, eventualmente, alguma viagem de férias com a família. Se o consumidor assumir muitas dívidas no final do ano, pode ter problemas financeiros.”
O economista faz duas simulações de pagamento parcelado, com base numa compra de R$ 200,00, para mostrar a incidência de juros embutidos de 6% ao mês. Se esse pagamento for dividido em 24 vezes, as parcelas serão de R$ 16,00. Ao final, o consumidor terá pago 92% a mais do valor original de R$ 200,00.
Na outra simulação a compra é parcelada em 12 vezes, com prestações mensais de R$ 24,00. Apesar de parecer atrativo, no final o comprador terá pago 44% acima do valor do bem. “O ideal é guardar dinheiro para pagar à vista, negociando descontos, ou dividir no menor número de parcelas”, destaca o economista.