A partir do ano que vem, pais de alunos que usam o serviço de transporte escolar em Bauru poderão ter um parâmetro de preços antes de fechar o contrato. O Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos do município pretende estabelecer uma tabela referencial de preços já a partir de 2007. Atualmente, conforme o presidente da entidade, Vítor Tallão, as mensalidades do serviço são estipuladas sem nenhuma base para a cobrança.
“Cada motorista tem seu preço, que não é baseado em nenhuma planilha de referência. Por isso, temos a intenção de estabelecer um valor-base, apesar de não pretendermos torná-lo obrigatório, já que será uma sugestão. Porém, será uma base tanto para quem presta o serviço quanto para quem contrata”, comenta o presidente do sindicato.
Tallão adianta que a base de cálculo será elaborada levando-se em conta a variação de preços dos insumos do veículo, como pneus, peças mecânicas e combustível.
“Além disso, fatores como a quantidade de irmãos que serão transportados, a distância da casa de cada aluno e o isolamento de outros, em determinados bairros, perante a maioria, também influenciarão na montagem dessa planilha”, acrescenta.
O autônomo Nivaldo João Manso, que transporta 28 alunos por dia em Bauru, não acredita que a tabela de preços seja eficaz à categoria. Para ele, os prestadores do serviço devem ser prejudicados. “Dependendo da base em que o preço for estabelecido, o transportador pode perder muito. Hoje, negociamos o pagamento conforme o orçamento dos pais. Essa planilha teria de contemplar muitos detalhes para não atrapalhar nem os usuários nem os motoristas. Na minha opinião, teria que partir do princípio de um valor mínimo”, avalia.
Manso ressalta que o valor cobrado dos clientes varia conforme a distância da casa de cada um. Por conta disso, as mensalidades entre os usuários chegam a ter cerca de 55% de diferença. “Com a planilha, não sei se essa negociação será possível”, comenta.
Reajuste
De acordo com Tallão, os prestadores do serviço têm evitado reajustar o preço do transporte para manter a clientela. Por conta disso, o presidente do sindicato alega que ainda não tem conhecimento sobre reajuste previsto para 2007.
“Para o ano que vem, não tem como cogitar qualquer tipo de aumento (agora). Vamos tratar desse assunto em dezembro. Quem aumentar, não fará um reajuste substancial. O transportador tem consciência de que os pais não têm condições de acompanhar os valores”, considera Tallão. Segundo o sindicato, atualmente existem cerca de 130 profissionais no ramo de transporte escolar cadastrados na Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).