Alguns pais que dependem do transporte escolar para os filhos acreditam que a referência de preços pretendida pelo sindicato pode reduzir o poder de negociação com os prestadores do serviço. A bióloga Teresa Mastrangelli tem contrato com uma van para transportar seus dois filhos para a escola, que fica a cinco quadras de sua casa. Por conta da distância e também da quantidade de filhos que utilizam o serviço, ela conseguiu desconto de R$ 20,00 na mensalidade.
“A livre concorrência nos possibilita conseguir preços melhores. Se houver a tabela, não sei se vou conseguir ter a facilidade de negociação que tenho hoje”, observa.
A advogada Mônica Litrento concorda com Mastrangelli. Ela usa o serviço de transporte escolar para seu filho apenas na volta do estabelecimento de ensino para casa. Por isso, conseguiu um desconto na mensalidade.
“Na minha opinião, a instituição de uma base de preço pode acabar com a flexibilidade de negociação entre o prestador do serviço e o usuário. Não dá para garantir que a tabela permita esse tipo de acordo”, avalia.