Os policiais militares da Base Comunitária Norte desconfiaram do comportamento de quatro rapazes que estavam no estacionamento da rodoviária de Bauru ontem pela manhã e decidiram vistoriar os veículos que usavam. Ao fiscalizar o Santana com placas do Paraná, eles encontraram 71 notebooks (computador portátil) sem nota fiscal acondicionados no porta-malas e banco traseiro do veículo. A carga, avaliada em mais de R$ 93 mil - cada computador custa cerca de R$ 1,3 mil –, seria entregue em Bauru, mas foi apreendida antes.
Os dois rapazes que estavam no Santana e outros dois que os acompanhavam ocupando uma caminhonete Silverado com placas de Santa Catarina não apresentaram nota fiscal. Por isso, os quatro foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal (PF) juntamente com a mercadoria e responderão inquérito por descaminho. O crime é caracterizado quando determinada mercadoria é introduzida de forma ilegal no Brasil, sem o pagamento de tributos, mas a sua circulação em território nacional é permitida.
Em depoimento à PF, os quatro rapazes - Marcos Venicio Guerini de Mattia, Darley Gourlat da Silva, Rafael Rotiola e Leonel Diego Braguini – disseram que apenas transportavam os notebooks a pedido de uma pessoa do Paraguai, que não disseram o nome. A tarefa deles era entregar a carga a um comerciante em Bauru, que deveria encontrá-los na rodoviária, mas a polícia apareceu antes.
Após prestar depoimento, eles foram liberados. Se forem condenados por descaminho, cada um pode pegar de um a quatro anos de prisão. O subtenente Antônio Carlos Rodrigues, da Base Norte, conta que decidiu abordar os rapazes porque, ao fazer patrulhamento de rotina pela rodoviária, percebeu que eles estavam assustados e mudaram o comportamento ao avistar a viatura.
“A mercadoria estava no banco de trás e no porta-malas. E os notebooks estavam completos, já com cabo”, comenta. A mercadoria foi encaminhada para o depósito da Receita Federal em Bauru, onde deverá permanecer até a conclusão do inquérito. Se ficar constatado crime de descaminho, os notekooks ficarão incorporados à Receita Federal.