Geral

Diversidade e vanguarda dão tom da Essencial Casa

Por Daiana Dalfito | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 4 min

Primeiro evento pós Feimob 2006, a 1.ª Mostra de Ambientes Essencial Casa acaba neste sábado. São 16 ambientes montados por 20 profissionais que reproduziram com extremo bom gosto as tendências da decoração e do design de interiores. O JC, que é parceiro da iniciativa objetivando valorizar a cidade e a região, tanto pelo talento dos profissionais quanto pela diversidade do comércio, acompanhou tudo e leva a você um pouco de cada pedaço desta casa. Ainda dá tempo de ver ao vivo: Eng. Saint Martin, 28-48, das 10h às 21h. Informações: 3226-3199. Entrada gratuita.

Hall de entrada

“Seja bem-vindo” é a frase que está implícita no espaço que abre a casa aos visitantes da mostra. As garrafas que identificam a exposição ditam a elegância e as pequenas luzes de rodapé são o guia para a entrada. O marrom está ali presente, como em outros lugares. Com o espaço, Maristela Moreno abre a mostra.

Estúdio do Fotógrafo

Ambiente metalingüístico da fotografia, leitura saudosista e digital do espaço todo contrapontos: a Yashicamat oposta ao notebook sobre a chaise; os bancos de demolição paradoxo da cadeira Charles Eames, 1958. Os vidros do mezanino e da mesa dão leveza ao espaço, enquanto as cortinas escuras dão o tom de estúdio. As cores neutras e pontuais ficam ao rés do espectro fotográfico e das imagens utilizadas por Marcos Caracho. Quase tudo é PB noir, com branco intensificado pela luz negra da luminária no canto. A vanguarda está nas prateleiras inclinadas e no painel fotográfico que insinua a continuidade do ambiente e quebra barreiras físicas.

Sala Íntima

Minimalismo em cores, informações contidas e íntimas, as coleções possibilitam a identidade pessoal como decoração. Gisele Aidar emprega as cadeiras diminutas de Gaudi e Le Corbusier nos nichos de MDF que delimitam o ambiente. Assim como eles, a sanca que delimita o preto e o branco foram projetados por Aidar. As poltronas em couro preto e design elegante trazem a assinatura de Corbusier. A iluminação é pontual em cristais nacionais. Simétrico, o espaço ainda é composto por plantas naturais e bancos de demolição em contraponto ao minimalismo. Arremate é a mesa Eero Saarinen, aonde repousam livros.

Sala de almoço

Verde chá nas paredes do ambiente de Márcio Bompean. Cabeças de Buda fotografadas e tratadas delimitam uma das paredes, adesivadas e altamente aplicável em espaços diversos. A natureza e a harmonia estão no Ratan e na fibra de bananeira dos móveis; na mistura de alumínio, vidro e madeira de demolição da mesa e nas estamparias de pássaros nos estofados das cadeiras e almofadas. As listras do relógio vintage são tendência, assim como a trama do tapete em chenile e os abajures dispostos lado a lado. A persiana em madeira não destoa do toque de glamour no lustre provençal de cristais Swarovski.

Pátio e descanso

Uma paisagem na parede reproduz uma praia. O pátio é o deck que dá para o mar. Muito verde em referência ao paisagismo; azul para o descanso. O ventilador lembra a brisa e um clima bucólico. Alexandra Alcantara colocou futon e chaises em fibra sintética para o descanso e a contemplação. Aliou a arte ao espaço por meio da esculturas em aço oxidado de Emiliano (Bauru) e cobre trançado por Regina Barros (São Paulo). A alma humana na composição de cores e curvas e une-se à tecnologia das fibras óticas que iluminam a vegetação... Continua amanhã.

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Adega

Intimista e moderna em materiais e móveis. A adega de Ana Carolina Nasralla Ribeiro é mais que um espaço exclusivo para vinhos. O futon e os puffes dão um ar descontraído enquanto as estantes, com design de Nasralla e dois tons (frejó e tabaco), são adaptáveis a outros espaços. A adega pode e deve ser usada como sala despojada, as rolhas em uma estrutura vítrea e os quadros com copos trazem cor ao espaço. Para iluminar, uma escultura no teto que brinca com sombras e resolve a inexistência do pé direito. No canto, uma luminária futurista com vidro vermelho. Para quebrar a seriedade, a escultura do ateliê Luaju e tapete de trama manual.

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Living

O living mistura estilos e tendências sem perder a sofisticação. Claudine Gottardo empregou o aconchego em seu espaço: As luzes amareladas e em intensidade baixa e os pontos ao rés-do-chão quebram da sisudez dos tons escuros da parede. O marrom, que é tendência, se mistura ao vermelho que pontua vibrante o ambiente nas taças, almofadas e no xale sobre a poltrona em pelo de vaca malhada. Os contrapontos reúnem a trama rústica do tapete ao Couch Barcelona, Mies van der Rohe. A tecnologia da TV de plasma não é desarmônica ao design clássico das poltronas ou às cortinas rústicas em juta e organza cristal.

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Varanda do bem-estar

Um lugar zen, baseado em elementos naturais como a água e o fogo é o ambiente desenvolvido por Rita Slompo. Tendência nos últimos dois anos, a referência oriental e naturalista se mostra na silestone (pedra rústica), na madeira de demolição e no ferro oxidado. A iluminação é a alma do projeto. Com ares de pôr-do-sol, aconchega o espaço. O uva na parede que, segundo a cromoterapia, está ligado ao relaxamento. Com o vermelho quente e oriental são cores pontuais. O buda em madeira e as chaises em fibra de bananeira dão os toques finais.

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