Rio - Equipes da Marinha do Rio de Janeiro e de uma empresa particular conseguiram içar na madrugada de ontem a traineira Costa Azul, que naufragou na baía de Guanabara na semana passada. Foram três dias de trabalho sem sucesso, até a Marinha decidir anteontem arrastar a embarcação para um ponto mais raso da baía.
Com o deslocamento para uma parte mais rasa, com cerca de dez metros de profundidade, um guindaste preso a uma balsa não teve dificuldades para erguer a traineira. “ O trabalho de perícia começou na própria balsa onde a embarcação foi colocada para deslocamento”, disse chefe de comunicação social do 1.º Distrito Naval, capitão-de-fragata Carlos Alberto Macedo Júnior. A perícia da embarcação está sendo realizada pelo estaleiro Brasimar, em Niterói, empresa escolhida pelo proprietário da Cosa Azul. Os trabalhos ainda não foram concluídos.
Acidente
A traineira naufragou na altura de Gragoatá, em Niterói, e causou oito mortes. A embarcação transportava 12 pessoas - entre elas mergulhadores que trabalhavam na manutenção do emissário submarino na Barra da Tijuca - e apenas quatro conseguiram escapar após o impacto. Os destroços foram localizados no dia 18, com a ajuda de um equipamento que é usado para identificar materiais submersos. O cargueiro envolvido na colisão foi impedido de deixar o País.
Em depoimento ocorrido nesta terça-feira à Polícia Federal (PF), o comandante do navio, o russo Vladimirs Grusevskis, afirmou que a Costa Azul deu uma guinada súbita em sua direção e que não teve tempo de desviar.