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A economia, o economista e a cidadania necessária


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Solicitado em classe a dar minha opção de candidato à Presidência de nosso país, preferi oferecer um esquema de raciocínio com alguns pontos práticos, analíticos e próprios para universitários: 1º - evitar decisões apenas emocionais e considerar com cuidado informações correntes; 2º - relacionar o desejável para o Brasil, em termos sociais, econômicos e políticos; 3º – considerar os cenários nacional e internacional; 4º - avaliar ações e programas de curto, médio e longo prazo.

E privatizações? A avaliação político–econômica das privatizações, ferramenta de governo em polemizada discussão atual, também deve considerar aspectos e informações técnicas e racionais que permitam conclusões melhores. Lembrar que o processo de privatização passa por: planejamento governamental que vai analisar a necessidade do país pelo serviço; falta ou decisão de não se investir dinheiro público; estado em que se encontra o serviço; sondagem no mercado pelo interesse no investimento; contrato com suas exigências de parte a parte; porque as agências controladoras; prazos para os resultados objetivados; qualidade, apropriação e segurança do serviço; necessidade de novas tecnologias...

Essa seqüência de raciocínio já pode assustar alguns. Mas, essa seqüência de análise é trabalho normal para o economista! E, para o economista, avaliar a economia tem sentido prioritário se for para ajudar a população a compreender a importância das políticas governamentais. Sem dúvida, em conjunto com administradores, contabilistas, mercadologistas, engenheiros, são desenvolvidos e acompanhados projetos empresariais. A Justiça também se utiliza de perícias de economistas para muitas decisões litigiosas. Mas, quando o economista pode contribuir para o esclarecimento da população, na especial fase cidadã de escolhas de seus governantes, atinge o auge da nobreza de sua profissão!

Planos de governo, cronograma de ação, estatísticas, taxas de inflação, balanço das contas nacionais, intercâmbio comercial com exterior, taxas de juros, evolução histórica, tudo isso pode se tornar mais compreensível para a população em geral através de esclarecimentos do economista. Evidentemente, os termos técnicos típicos e usados entre os economistas, devem ser “traduzidos” em linguagem mais popular. Mas, mesmo este vocabulário técnico, pode aos poucos ser difundido, pois ele expressa um conceito bem específico e tem sentido a sua criação e uso. Assim é que micro e macroeconomia, paradoxo da necessidade crescente versus recurso limitado, demanda e procura, elasticidades de preços, déficit ou superávit primário, a “mão invisível” de Adam Smith, “ceteris paribus” – essa é demais! – e vários outros termos e conceitos usados mundialmente, facilitam o aprofundamento dos estudos da economia.

E, no nosso cenário municipal e regional, têm sido de destaque os comentários e trabalhos de economistas “caseiros”: Carlos Sette, Mauro Gallo, Reinaldo Cafeo, Wagner Ismanioto e outros ajudam leitores e ouvintes a compreender melhor o que está acontecendo na economia brasileira e internacional. Além da mídia, outros estão contribuindo para a cidadania em vários campos. E, no preparo de novos profissionais estão exercendo uma docência preciosa! O economista está à disposição da cidadania!

O autor, Antonio Gerson de Araújo, é economista, professor universitário, consultor, indicado para Delegado do Corecon Regional-Bauru - e-mail: antger@uol.com.br

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