Uma assistente social tomou um susto quando chegou de carro em sua casa, anteontem às 20h30, no Jardim América. Ela abriu o portão automático, entrou, e quando este estava fechando, quatro homens tiveram tempo para entrar na garagem e abordar a vítima. Um deles estava armado, mas a mulher pensou que tratava-se de arma de brinquedo e reagiu. Foi empurrada e caiu no chão, batendo a cabeça.
Os quatro rapazes aproveitaram-se do descuido da mulher e pegaram o molho de chaves da casa dela. Tentaram por algumas vezes abrir a porta, mas não conseguiram. Desistiram de roubar a casa, mas levaram consigo as chaves, inclusive do automóvel, o celular da vítima e R$ 50,00. Em seguida, fugiram. A mulher apenas percebeu que eram todos de cor parda e trajavam bermuda. A vítima foi levada ao Pronto-Atendimento do Hospital Beneficência Portuguesa devido ao ferimento na cabeça. O nome dela foi preservado por motivos de segurança.
Segundo o comandante da 1.ª Companhia da PM, capitão Jorge Duarte Miguel, esse tipo de roubo, quando os donos da casa estão saindo ou entrando de automóvel, são mais comuns do que se imagina. Entre agosto e a primeira quinzena de outubro, foram registrados 89 roubos a residência, estabelecimento comercial e transeuntes (pedestres) na região central e sul da cidade. De acordo com o capitão, os números são similares ao do mesmo período do ano passado.
Mas, ele alerta que medidas simples poderiam evitar o roubo em residência. “Os moradores precisam conhecer seus vizinhos do lado esquerdo, direito e da frente. Assim, quando um percebe alguma coisa diferente, fora da rotina, aciona a polícia”, explica.
Um erro é o morador pensar que por ter portão elétrico, cerca eletrificada e sistema de alarme, está seguro. “Um portão eletrônico demora entre 40 e 50 segundos para fechar. É suficiente para um indivíduo que está na esquina de uma rua ter tempo para entrar em uma casa”, alerta o capitão.
O ideal é que o morador perceba, antes de entrar na casa, se há algum indivíduo suspeito nos arredores. Se sim, chame a polícia pelo 190”, ensina. Segundo Duarte, muitos roubos foram evitados dessa maneira.
Para dar essas e mais explicações e orientações sobre como evitar assaltos, os policiais da 1.ª Cia fizeram uma reunião aberta ao público em uma residência no Jardim América. Foi a terceira reunião em bairros feita pelos policiais da 1.ª Cia sobre o mesmo assunto.