Polícia

Simulação alerta para golpes nas festas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os enfeites e o clima de confraternização típicos de final do ano não atraem apenas consumidores. De olho no dinheiro deles, estelionatários também saem às ruas com o objetivo aplicar golpes. Para tentar impedi-los, o comandante da 1.ª Companhia da PM, capitão Jorge Duarte Miguel, assumiu as vezes de diretor de “peça de teatro”. Ontem à tarde, ele organizou uma simulação na Praça Rui Barbosa para alertar a população contra o crime.

E não faltou público para acompanhar a atuação de três pessoas que passando-se por golpistas vitimaram uma idosa. Na simulação, ela caiu no golpe do “cheque achado”. “No final do ano, com mais dinheiro em circulação, aumenta os crimes de estelionato. O estelionatário também quer ganhar dinheiro”, afirma o capitão.

De acordo com ele, normalmente, os casos ocorrem próximo a instituições bancárias e estabelecimentos comerciais. Para alertar sobre o delito, que atinge especialmente idosos, o comandante contou com 16 colaboradores, entre atores e figurantes.

Alguns eram policiais militares, outros, funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb).

Emoção

A interpretação estava tão afiada, que a agente administrativa Mara Purcino Patriarca chegou a chorar ao representar a vítima.

“A gente sabe a dificuldade que eles (idosos) têm para ter as coisas. Depois, perdem tudo. Esses delinqüentes não respeitam mais ninguém”, comenta. Na última terça-feira, um aposentado de 88 anos acionou a PM para relatar que havia perdido R$ 700,00 ao acreditar em duas mulheres que pediam ajuda para trocar um bilhete de loteria que elas disseram ser premiado em R$ 50 mil.

Por mês, cerca de dez deles são registrados na cidade, segundo apurou a reportagem. “Pretendemos fazer mais uma (simulação) até o início da Operação Papai Noel, quando o comércio começa a funcionar à noite. É também uma questão de Polícia Comunitária”, explica capitão Jorge. De acordo com ele, também são comuns golpes como o do bilhete premiado e o conhecido como “boa noite Cinderela”.

“Acho importante essa iniciativa. Às vezes a vítima não é nem idosa”, comenta a estudante Josiane Rodrigues. Ela acompanhou a encenação no banco e dirigiu-se até a Praça Rui Barbosa para conhecer o final infeliz da história apresentada ontem.

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