Bairros

Lixeiras da avenida Rodrigues Alves estão caindo aos pedaços

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

As lixeiras de uma das principais avenidas de Bauru, a Rodrigues Alves, estão literalmente caindo aos pedaços. Algumas, além de quebradas e tortas, estão totalmente sem fundo, ou seja, sem condições de cumprir a função de acondicionar lixo. Além disso, corroídas pela ferrugem, representam até risco para quem passa pela calçada desatento, que pode se cortar caso trombe com uma delas.

A prefeitura reconhece a situação calamitosa de boa parte das lixeiras da área central da cidade e avenida Getúlio Vargas, a maior parte instalada em 2003. Carlos Barbieri, secretário municipal do Meio Ambiente (Semma), afirma que a previsão era trocar as lixeiras neste ano, mas a verba da pasta não foi suficiente. A previsão agora é fazer a substituição em 2007. “Neste ano reformamos lixeiras de concreto do Calçadão, mas vamos trocar as outras até porque isso faz parte do projeto de revitalização da área central”, frisa.

Barbieri ressalta que as lixeiras de aço galvanizado usadas atualmente, mais suscetíveis a atos de vandalismo e ação de ferrugem, serão trocadas por outras de concreto. Ele conta que, diante das sucessivas depredações, a Semma e a Secretaria de Obras projetaram uma lixeira de concreto, mais resistente. “A própria Secretaria de Obras, usando molde, vai fazer estas lixeiras, que vão sair bem mais em conta para prefeitura”, explica.

Uma lixeira de aço galvonizado, semelhante às que estão destruídas, custa hoje R$ 240,00 e a de concreto sairá por até R$ 30,00 para prefeitura, de acordo com Barbieri. “E com a vantagem (a lixeira de concreto) de ser mais difícil de ser retirada do lugar como a usada atualmente. Em frente à Câmara Municipal, por exemplo, não tem lixeira. Provavelmente foram furtadas para serem vendidas para o ferro-velho por menos de R$ 10,00”, comenta.

Lamentando a ação dos vândalos, o secretário do Meio Ambiente lembra que na avenida Getúlio Vargas, algumas lixeiras, quando ainda eram novas, foram destruídas a bomba. “Colocaram bomba dentro da lixeira e deixaram para explodir. Tivemos que trocar e as novas foram danificadas outra vez. A gente espera que as de concreto durem mais, se bem que até banco de cimento da Praça das Cerejeiras foi levado nesta semana”, pondera.

Sujeira

Enquanto isso, a população fica sem onde depositar o lixo em muitos trechos de vias públicas da cidade, inclusive em áreas verdes. “O problema é para a gente que está no ponto de ônibus da Rodrigues Alves, por exemplo, e precisa jogar um papel no lixo e não encontra lixeira, e para os comerciantes, que acabam ficando com a sujeira em frente aos estabelecimentos deles”, comenta Lúcia Maria Gonçalves, que circula pela área central diariamente.

As lixeiras que estão destruídas fazem parte de um lote comprado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) em 2003. Na época, foram instaladas mais de 100 cestos para lixo nas avenidas Rodrigues Alves e Getúlio Vargas, rua 1.º de Agosto, praças Rui Barbosa e Portugal e Parque Vitória Régia.

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