REBAIXAMENTO
Saco de pancada no Brasileirão de 2006, o Santa Cruz só teria mesmo que ser rebaixado. Com a derrota (1 a 0) para o Fortaleza em pleno Arrudão, o rebaixamento do Coral é inevitável. O time encarnado, preto e branco segue na lanterna, com 24 pontos, e acho que não escapa nem mesmo com um milagre. Já o tricolor cearense conseguiu diminuir sua agonia. Mas ainda continua na UTI. E o Palmeiras? Bem, está em décimo-quinto, com 37 pontos, mas é claro que não cai. Mas contradizendo os matemáticos de plantão, que 48 pontos é a “nota de corte” para que um clube continue na Série A, Ílton José da Costa, gerente de futebol do Alviverde, acha que seu time livra-se do fantasma do descenso com 42 pontos. Para faturar os 42, o Palmeiras precisa de uma vitória e dois empates nos próximos sete jogos. Para terminar a competição com 42 pontos e não ser rebaixado, a equipe de Marcelo Vilar tem que torcer para que Ponte Preta e Fluminense não consigam, por exemplo, três vitórias nas sete últimas rodadas.
DÁ-LHE, TRICOLOR
Cinco jogos completam hoje, a 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, com destaque para a partida entre Figueirense e São Paulo. O Figueira cumpre boa campanha, já que divide o sétimo lugar com o Botafogo, enquanto o Tricolor é o líder absoluto, com 60 pontos, sete de vantagem sobre Internacional, o segundo colocado. Mas o São Paulo já ligou o sinal de alerta, porque se perder em Floripa, a competição pegará fogo. Além do vice-líder Inter, Grêmio e Santos também torcem pela derrota do time de Muricy Ramalho. O Santos poderá ficar só cinco pontos atrás do líder, se ganhar do São Caetano e o São Paulo tropeçar. De outro lado, uma vitória são-paulina aumentará ainda mais a ‘gordura’, além de dar tranquilidade ao time para administrar a boa vantagem nas rodadas finais.
AUTO-ENTREVISTA
Salvador Hugo Palaia, diretor do Palmeiras, inovou nas entrevistas. O novo método é o de auto-entrevista, onde o cartola faz as perguntas para si mesmo e responde em seguida.
REI DIDA
O principal estádio de Maceió, nascido em 1970 e batizado como Rei Pelé, pode ter o nome trocado. Segundo a Secretaria de Esportes de Alagoas, Pelé recebeu vários convites para visitar a praça esportiva, mas sempre alega agenda lotada. Já pintou até um novo nome para o estádio, que poderá fazer uma homenagem para Edvaldo Alves Santa Rosa, mais conhecido como Dida, o maior ídolo do Flamengo na década de 50. Dida foi o reserva de Pelé na Copa do Mundo da Suécia/58.
PARCERIA
O Barcelona e a Nike ampliaram o contrato do fornecimento de material esportivo para o clube espanhol até 2013, por 190 milhões de dólares (mais de R$ 403 milhões), incluindo bônus e royalties. A empresa norte-americana já vem fornecendo material ao Barça desde 1998 e vende camisas do clube em 50 países.
NOROESTINA
Recebo mais um e-mail de Andrea Mello, ex-advogada do Noroeste. A grande amiga, que mora em Montreal, Canadá, estava preoocupada com a situação do Noroeste, por causa da carta-renúncia de Damião Garcia. Mas agora deve estar tranquila com o final feliz na reunião de quinta-feira, do Conselho Deliberativo, quando Damião renunciou a renúncia.
NOROESTINOS
Um forte abraço aos amigos Cláudio Amantini, Inocêncio Medina Garcia, Ibrahim Cameschi e Gibran Cury, todos ex-presidentes do Noroeste. Com Amantini, o estádio Alfredo de Castilho foi comprado por um preço simbólico, e na sua gestão, o Norusca voltou para a Primeira Divisão em 1970. Medina montou supertimes na década de 70, contratando craques como Roque, Tecão, Lorico, Zé Mário... Com Cameschi, veio o título da Segundona-84 e a volta ao grupo de elite. Sob o comando de Gibran, o Noroeste conquistou a Série A3 de 95.
MARKETING
Na opinião de muita gente importante do boxe, o retorno aos ringues de Acelino Freitas, o Popó, é um golpe de marketing. É uma coisa que não está bem explicada, porque ele anunciou sua aposentadoria mas poucos dias depois voltou atrás. Popó deve ter sentido falta do nome dele na mídia.
MEMÓRIA
Decisão do Campeonato Paulista de 1977: Corinthians 1 x 0 Ponte Preta, no Morumbi, gol de Basílio aos 37 minutos do segundo tempo. O Timão quebrou um jejum de 23 anos sem título. Árbitro: Dulcidio Vanderlei Boschillia. Foram expulsos de campo Rui Rei, Oscar e Geraldão. Público pagante: cerca de 80 mil. Corinthians: Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir e Vladimir; Russo, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. Técnico: Oswaldo Brandão. Ponte Preta: Carlos; Jair Picerni, Oscar, Polozi e Ângelo; Vanderlei, Dicá e Marco Aurélio; Lúcio, Rui Rei e Tuta (Parraga). Técnico: Zé Duarte.