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Vôlei: Sete das jogadoras do Brasil disputam Mundial pela 1ª vez

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Tóquio - Das 12 jogadoras que defenderão o Brasil no Campeonato Mundial de Vôlei Feminino de vôlei, a partir de terça-feira, sete jamais disputaram uma competição desse porte na categoria adulto. Mas isso não é problema para Carol, Renatinha, Jaqueline, Mari, Fabiana, a experiente Walewska e Carol Gattaz. Pelo contrário. Todas falam com emoção dessa primeira vez e concordam em um ponto: a motivação é muito maior.

No caso da meio-de-rede Walewska, de 27 anos, a ansiedade é deixada de lado. Com farta experiência na bagagem, a central comemora a ótima fase na carreira. “Disputar um Mundial dá uma motivação a mais. É o meu primeiro Mundial - talvez até seja o último”, diz.

O fato de ter participado dos Jogos Olímpicos de 2000, entre outras competições, dá mais tranqüilidade para Wal. Em Sidney, ela conquistou a medalha de bronze. “Por ter vivido essa e outras experiências, seguro bem a ansiedade. Hoje, estou vivendo a melhor fase da minha carreira. Tô bem fisicamente e vou batalhar para me manter assim até as Olimpíadas.”

Já a mãe de Matheus, a levantadora Carol - vice-campeã mundial juvenil - garante que o friozinho na barriga está lá. “Treinamos o ano inteiro pensando nisso. Pensando em chegarmos bem no Mundial. Por ser o meu primeiro no adulto, a expectativa é muito grande. Esses jogos durante o treino com o Japão ajudam muito, ganhamos ritmo e ajustamos o que falta.”

Duas que jamais disputaram Mundiais de qualquer categoria são a oposto Renatinha e a ponta Mari. “Não disputei nem Mundial das categorias de base. A sensação de estar aqui é ótima. Mas a emoção por saber que é a minha primeira vez é muito grande. Sei que nessa primeira fase não tem time que veio aqui para passear”, fala Renatinha. E Mari completa: “Procuro não pensar muito nisso e observo o exemplo da Fofão, que é uma pessoa muito especial, que admiro muito. Dentro da quadra, sou muito equilibrada, às vezes até demais (risos)”, conta.

A meio Carol Gattaz, vice-campeã mundial juvenil em 1999, diz que a expectativa para o seu primeiro Mundial é muito grande. “A felicidade de ter conseguido ficar entre as 12 é enorme, já que o grupo era muito bom. Lutei muito para conseguir estar aqui. Agora é partir para luta; que a gente consiga fazer grandes jogos e se dê muito bem diante de todas as equipes, especialmente contra os principais adversários: Rússia, China, Itália, que certamente nos trarão dificuldades aí pela frente.”

Ao falar da sua primeira participação, a ponteira Jaqueline, campeã mundial juvenil, abre um largo sorriso. “Eu estou extremamente feliz de estar aqui, com essa equipe jovem, maravilhosa, que tem cara de luta, de dedicação. Vou tentar fazer o melhor para ajudar esse grupo chegar à final e fazer bonito.”

Em 2001, Fabiana foi vice-campeã mundial infanto. Em 2003, campeã mundial juvenil. Três anos depois, a caçulinha do grupo deu um salto: de revelação se transformou em realidade e também faz sua estréia no Mundial adulto. “Esse é mais um desafio. Esse grupo é super bacana. A contribuição que posso dar ao grupo é entrar na quadra jogando alegre, vibrando, puxando a equipe. É muito legal disputar essa competição pela primeira vez”, diz Fabiana, eleita melhor atacante na campanha do hexa conquistado pelo Brasil no último Grand Prix.

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