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Amorim vê atitude ‘pragmática’ da Bolívia

Folhapress
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Brasília - O governo brasileiro continua otimista para firmar até hoje acordo com a Bolívia como forma de evitar a expulsão da Petrobras do país vizinho. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ontem que sente uma atitude “mais pragmática" dos bolivianos em busca de um acordo.

“A conversa é técnica, mas há contratos em jogo. Diante de uma realidade nova, o importante é que as condições sejam adequadas. Para nós, um acordo tem que se basear na negociação e ser bom para os dois”, disse.

Amorim rebateu as críticas de que o governo brasileiro esteja em busca do acordo para evitar prejuízos à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. “Não é por causa das eleições”, rebateu. O governo boliviano estabeleceu o dia 28 de outubro como a data final para que as companhias brasileiras no país se adeqüem ao decreto de nacionalização de petróleo e gás imposto no país. Se não houver acordo, o governo de Evo Morales ameaça expulsar a Petrobras do país.

A Petrobras Bolívia é apenas uma das dez empresas petrolíferas multinacionais que precisam assinar um acordo com o governo Morales até a meia-noite de sábado, quando expiram os 180 dias de transição previstos pelo decreto de nacionalização. São, ao todo, 77 contratos de exploração de gás e petróleo em revisão. Devido ao atraso, o governo já admite assinar acordos parciais.

A expectativa do governo brasileiro é firmar um acordo parcial hoje e prosseguir as negociações até que a Petrobras se adeqüe ao decreto de nacionalização. “Os sinais são no sentido de que estão querendo negociar”, resumiu Amorim.

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