Santiago - O juiz chileno Alejandro Solís ordenou ontem a prisão do ex-ditador Augusto Pinochet por 36 casos de seqüestro, 23 de tortura e um assassinato no início do seu regime (1973-1990). Os casos aconteceram no centro de detenção de Villa Grimaldi, dirigido pela polícia secreta de Pinochet, onde milhares foram torturados entre 1974 e 1977.
“Não darei detalhes até segunda-feira, quando ele será legalmente notificado”, disse o juiz, quando saía do tribunal. Solis, que está a cargo do caso de Villa Grimaldi, questionou Pinochet este mês sobre o que aconteceu no antigo centro de detenção, localizado na Capital, Santiago.
Pinochet foi obrigado a cancelar as comemorações de seus 90 anos em novembro passado, depois que ele teve sua prisão domiciliar decretada, por casos relacionados ao desaparecimento de três militantes de esquerda. A prisão domiciliar, também decretada por sonegação fiscal, durou sete semanas, até janeiro passado, quando ele foi liberado por razões médicas.
“Eu não acho que foi comprovado que ele está fora de suas capacidades mentais”, disse Solís, que encontrou o ditador na semana passada e disse que Pinochet parecia saudável. Durante o encontro com o juiz, Pinochet negou qualquer responsabilidade pelas torturas a opositores.
O ex-ditador chileno Augusto Pinochet foi indiciado pelo juiz chileno Alejandro Solís. Ele deve ficar em prisão domiciliar a partir de segunda-feira, quando será formalmente notificado.