Brasília - Dizendo não acreditar na possibilidade de crime eleitoral da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta do dossiegate, o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) ironizou ontem eventuais tentativas de a oposição contestar judicialmente um eventual segundo mandato petista. “É a vontade (da oposição) que aconteça alguma coisa. E não se pode esperar demais da natureza humana. As pessoas que se acostumaram a ganhar a vida toda a eleição, e governam o País há centenas de anos, agora estão vendo que vão ser derrotadas. E derrotadas de novo numa eleição que eles consideravam ganha”, disse o ministro.
Em entrevista em frente ao Palácio da Alvorada, após participar da comemoração de 61 anos do presidente, o ministro falou sobre o andamento das investigações da Polícia Federal (PF) sobre o escândalo do dossiê. Em meio às explicações, entrou no clima eleitoral.
O ministro da Justiça também comentou a hipótese de contestação judicial da eventual reeleição de Lula, caso seja comprovado o uso de dinheiro do caixa petista na negociação para a compra do dossiê. “Eu não acredito na existência de crime eleitoral, não acredito em terceiro turno. Eu não vejo a menor possibilidade de impugnação do mandato do presidente Lula.” Thomaz Bastos completou: “Tapetão não tem, o Brasil passou dessa fase. O Brasil não tem mais essa possibilidade de ganhar eleição no tapetão, nem no futebol”.