Desenvolver projetos sociais, mesmo em se tratando da área esportiva, não é nada fácil. João Campos, que ensina jiu-jitsu gratuitamente a garotos do Jardim Ferraz conhece essa realidade de perto. Ele é funcionário público e tira do próprio bolso recursos para garantir um mínimo de infra-estrutura aos alunos que o procuram.
“Quando tem campeonato, sou eu sozinho que pago inscrições, viagem e estadias”, diz ele. No último dia 21, por exemplo, Campos gastou cerca de R$ 260,00 para que seus alunos pudessem participar de um evento.
Sem apoio de empresários ou da prefeitura, Campos tem de dar aulas no quintal de sua casa. “No começo (há cerca de um ano), eram poucas pessoas participando, então não tinha problema de espaço. Só que o número de interessados foi aumentando, e hoje o quintal já não comporta tanta gente”, diz.
Atualmente, Campos tem 50 alunos e busca ajuda para manter seu projeto. “Se tivesse um lugar para dar aulas, já seria um bom começo”, acredita. A Associação para o Esporte, Lazer e Saúde de Bauru (Aelesab), outro projeto de incentivo às praticas esportivas que vem sendo desenvolvido na cidade, já não sofre com problemas de falta de espaço.
A entidade, fundada em janeiro de 2006, conseguiu alugar uma sede própria, um antigo barracão localizado na região do Jardim Solange (zona sudoeste da cidade). “Ele precisa passar por algumas reformas para poder receber os projetos que pretendemos desenvolver”, afirma Francisco Antônio Jerônimo Guerreiro, presidente da associação.
A Aelesab pretende montar uma escolinha de futebol para garotos de 7 a 14 anos. “As aulas seriam no estádio distrital Waldemar de Brito, que atualmente não vem sendo usado pelos projetos da prefeitura”, diz Guerreiro. Além das atividades voltadas para crianças, a associação pretende desenvolver ações específicas para outras faixas etárias, como caminhadas e jogos de tabuleiros.