A presidente municipal do PT, Estela Almagro, comemorou ontem a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) e comentou que, em sua avaliação, o petista deve acabar com o que chamou de “companheirocracia” no poder para não ter, neste segundo mandato, os problemas que enfrentou até agora.
Para Estela, o presidente da República vai continuar dando ênfase às políticas sociais neste segundo mandato, a partir de janeiro de 2007, mas também terá de rever a postura política de relação de petistas próximos ao poder. “Espero que o presidente tenha no seu núcleo de assessores nomes que o auxiliem e que não sejam os companheiros de longa data que só atrapalharam. Foram meia dúzia que eram seus amigos mas que não ajudam a governar. Que o Lula se abra mais tanto para ouvir ficando mais distante desse núcleo, que venha com perfil renovado, longe da companheirocracia. Ele também terá de ter muito cuidado com as alianças”, avaliou.
Em sua opinião, o presidente enfrentará dificuldades com o Congresso Nacional. “A renovação que se esperava não ocorreu e acho até que o Congresso novo é até mais conservador que o atual. O que vai dar o tom desse equilíbrio é que a sociedade está mais ativa e cobrando mais e o presidente terá de ficar atento ao que a sociedade cobra dele”, disse.
Para Almagro, Lula terá de encaminhar reformas ao Congresso logo no início do novo mandato. “A Reforma Tributária tem de ser enviada ao Congresso logo no começo, para tentar reduzir o peso dos impostos sobre o setor produtivo. O presidente terá de ter muito jeito com isso para chamar o Congresso e cobrar, porque as reformas não podem parar. Ele tem de ouvir muito mais do que ocorreu neste primeiro mandato”, reforçou.
Para a presidente municipal do PT, o partido também vai passar por profundas mudanças já a partir de 2007. “No próximo ano tem o congresso nacional do PT e até lá as mudanças necessárias para a renovação, a reformulação de rumo no comando vai acontecer. O PT vai continuar fechado para balanço e remodelar. Aprendemos muito com nossos erros e com nossos acertos também. Muita coisa vai mudar, sobretudo na forma de conduzir o partido do ponto de vista financeiro e administrativo”, comentou.