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Nazarés nossas de cada dia


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Senhora do Destino acabou, já faz um bom tempo, porém, fica a pergunta que não quer calar: onde estão as Nazarés de nossas vidas? As Nazarés podem ser nossos melhores amigos, nossos maiores segredos, nosso sucesso pessoal e profissional, nossos colegas, nossos conselheiros, a concorrência desleal, o orgulho desnecessário, os donos da verdade revelada, os falsos moralistas, os hipócritas sensacionalistas, os “críticos” descredenciados, os que “vencem” apenas destruindo seu semelhante, os de dúbia, tripla e/ou quádrupla personalidade, os que fazem do dinheiro seu objetivo de vida, o aumento dos salários dos políticos, a miséria do salário mínimo, enfim, as Nazarés, ficção em novelas, são uma realidade em nossa vida.

Essas Nazarés de nossas vidas agem na espreita, vivem de falcatruas, não mostram sua verdadeira face, são raposas travestidas de cordeiro, vivem arquitetando planos mirabolantes para conseguirem por via duvidosa, aquilo que não conseguem por uma via honesta. Geralmente, essas Nazarés têm público cativo, traiçoeiro e que vivem de disseminar “conversinhas malignas” para destruírem o semelhante e conquistarem aquilo que almejam.

As Nazarés de nossas vidas são facilmente identificadas, pois adoram a dupla, tripla ou a quádrupla personalidade, vivem uma personalidade com os quais tem que conviver socialmente (a falsa imagem) e entre seu público cativo (a galera do mal) a verdadeira personalidade e nunca são leais a nada. Criticam tudo e todos sem o menor pudor, e se julgam melhores em tudo. Por outro lado, todos nós podemos ter um pouco de Nazaré na vida quando deixamos de ser educados, quando não dizemos um bom dia, quando não sorrimos, quando levantamos com o pé esquerdo e pensamos que todos são culpados por isso, quando deixamos de socorrer os mais necessitados, quando deixamos de amar incondicionalmente, quando não dizemos muito obrigado e quando nos esquecemos de dizer por favor, quando humilhamos os outros sem necessidade ou quando não somos recíprocos!

Todo dia é dia de Nazaré, portanto, esteja sempre atento para que sua parabólica mental nunca apresente problemas de ordem técnica, pois essas Nazarés são muito estratégicas. Atacam em um décimo de segundo da sua fraqueza com granada (atitudes), metralhadora (palavras), míssil teleguiado (traição), enfim, com arsenal destrutivo tão potente (ações) que você poderá ser vencido em poucos segundos, e aí, a justiça injusta (o cordeiro se mostrando raposa) será feita. Mas não se deixe abalar, pois toda Nazaré um dia acaba se revelando, e nosso país, com a graça de Deus, possuí muitos rios, cachoeiras, pontes, córregos, montanhas, precipícios, hidrelétricas, etc. É ver para crer. Se todos nós tivéssemos um pouquinho de Maria do Carmo o mundo, certamente, seria bem melhor.

O autor, João Fernando Paluan, é professor e regente do Coral Veritas

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