Política

Vereadores pregam cautela sobre acordo de parcelamento da dívida de R$ 80 mi


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O relatório apresentado pelo prefeito Tuga Angerami (sem partido), ontem, na Câmara Municipal, não entusiasmou os vereadores, que preferiram a cautela ao falar sobre o assunto. Na visão dos parlamentares, o Executivo precisa, em primeiro lugar, procurar a Fundação da Previdência (Funprev) e expor ao Conselho Curador as propostas da administração.

O vereador José Carlos Batata (PT) afirmou que a Câmara deve se debruçar sobre a proposta do prefeito, mas com o auxílio da Funprev. “Precisamos ver o que a Fundação, que é a maior interessada no assunto, pensa a respeito desses cálculos oferecidos pela administração. Acredito também que as comissões temáticas da Câmara devem discutir o assunto, que é muito complexo”, disse.

Para o petista, qualquer sinal de discordância da Funprev, com relação à proposta do prefeito Tuga Angerami, deve ser levado em consideração. “Nós temos que ouvir a Funprev, porque se ela discordar de algum item, não sei que acordo pode haver. Porque, na verdade, o que precisa é de um entendimento entre a Funprev e a Prefeitura, e a Câmara só homologaria esse entendimento”, ressaltou.

O vereador Marcelo Borges (PSDB) também preferiu a cautela ao comentar a proposta do Executivo. Ele defendeu que o acordo firmado seja cumprido pelos próximos administradores. “Nós precisamos dar uma solução, com um acordo que seja bom para a Funprev, para o Município e para o servidor público. Mas aquele acordo que não seja de dois anos e que depois não tenha mais caixa para pagar”, salientou.

Para o vereador Arildo Lima Júnior (PP), o acordo é interessante para ambas as partes, mas ele também foi cauteloso ao comentar o assunto. “Nós temos que analisar o momento orçamentário do Município, temos que verificar a continuidade desse pagamento, se será efetiva ao longo desses 20 anos. Mas uma coisa que nós temos que resolver é esse endividamento”, destacou.

Eleições

O resultado da eleição de ontem também foi assunto na Câmara Municipal. Com a pauta fria, os vereadores se dedicaram a analisar a vitória nas urnas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a derrota do ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB). Ao contrário do período de campanha, onde os ânimos se acirraram em alguns momentos, entre vereadores lulistas e alckmistas, na sessão de ontem, os parlamentares preferiram o discurso politicamente correto.

O vereador Marcelo Borges (PSDB) afirmou que a derrota faz parte da democracia. Segundo ele, o partido vai continuar com a postura que teve durante o primeiro mandato de Lula. “Quem é derrotado vai para a oposição. Então, nós vamos fazer esse papel com responsabilidade”, disse.

Já o vereador José Carlos Batata (PT) recebeu os cumprimentos dos colegas pela vitória do candidato petista. Ele não economizou nas palavras e afirmou que o candidato tucano foi derrotado porque não tinha um programa para apresentar. “Durante toda a campanha ele só falava no dinheiro do dossiê e não apresentava propostas. Foi o lado negativo. O presidente Lula mostrou o lado positivo, de suas realizações durante o primeiro mandato e do que pode ser feito a partir de agora”, frisou.

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