Muito se tem divulgado sobre o racismo, principalmente agora, nestas eleições. Muitos jovens de raça negra, impedidos de exercer sua vontade ou profissão, seja nas escolas universitárias ou no trabalho, por resistência de uma minoria branca discriminatória. A idéia de que faculdades humanas são determinadas pela cor, aparece na forma de alegação da superioridade de uma raça em relação à outra. O racismo está latente nos fatores políticos, econômicos e sociais que levam muitas vezes a guerras e conflitos. O racismo existe e sempre existirá, o que eu acho uma imbecilidade total, visto na visibilidade explícita de muitas pessoas. Um exemplo extremo das conseqüências do racismo foi visto através de uma novela global, retratando a escravidão no Brasil.
É um absurdo uma minoria branca sentir ódio, desprezo pelo simples fato de conviver no meio de uma nação de cor escura. Este preconceito não só existe no Brasil, como no mundo todo. Hitler na sua insanidade, dizimou milhões de judeus, eslavos e ciganos, tudo por causa de uma superioridade ariana. Na África do Sul existiu o “aparthaid”, uma guerra civil, que levou à discriminação crescente dos negros por uma minoria branca que classifica e separa um povo do outro, impedindo o contato social. Hoje, continua o preconceito, só que em menor projeção, para não arranhar a imagem do país que vai sediar a Copa do Mundo. Nos Estados Unidos também não foi diferente, pois foi preciso uma guerra civil entre o norte e o sul para acabar com a segregação racial.
O racismo, infelizmente, não vai acabar nunca porque não está tão somente na cor ou grupo étnico, mas, principalmente, na superioridade que muitas pessoas acham ter, seja na educação com grau de cultura elevado, no poder aquisitivo, onde denota os bens materiais que possui, ou até mesmo na personalidade arrogante que muitos possuem. Se no País existe uma forte discriminação racial por parte da maioria, somos também discriminados por países europeus e americano. Haja vista o exemplo humilhante e constrangedor, que muitos brasileiros passam por querer aspirar um emprego melhor remunerado e, contudo, são relegados a serviços braçais, subalternos.
Enquanto o homem se sentir superior, soberbo, a discriminação com os menos favorecidos continuará. O homem nunca vai ter no próximo o amor de irmão, pois seu coração é duro, e enquanto existir essa dureza, vai haver guerras e conflitos. Jesus dizia, “quem ama o próximo, ama a Deus”. Mas para amar o próximo, é preciso se amar, e para se amar, é preciso ser solidário, amigo, irmão indistintamente de cor, raça ou religião. Se o seu objetivo é chegar a Deus, se a sua vontade é alcançar Aquele que fez e comanda o universo, e lhe deu a vida e o conhece, tire o racismo do seu coração. Pense nisto!
Paulo Roberto dos Santos - RG 12.172.522