Auto Mercado

A hora é agora

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Graças a atual conjuntura econômica, que gerou uma somatória de fatores favoráveis, nunca foi tão fácil comprar carro novo ou usado, principalmente financiado, no Brasil. O momento é tão bom que especialistas do setor consultados pelo AutoMercado & Cia são enfáticos: trata-se de um dos melhores períodos já registrados no País para adquirir um carro.

O professor Marcos Crivelaro, especialista em matemática financeira e consultor em finanças, enumera três motivos principais que exemplificam o momento especial vivido pelo mercado nacional. “As taxas de financiamento são as menores praticadas desde 1994 e, como os carros zero estão cada vez mais atrativos, os preços dos usados estão despencando, acumulando queda de 8% neste ano para contrabalançar as vantagens dos novos. Além disso, os inúmeros planos e promoções, que permitem que a primeira parcela financiada tenha carência de 60 dias ou mais, coincidindo com o recebimento do 13º salário, também colaboram”, explica.

O gerente de vendas Renato Tambara Neto, de uma concessionária Volkswagen bauruense, confirma os motivos elencados por Crivelaro e vai além. Para ele, a estabilidade dos preços dos zero quilômetro também teve parcela de contribuição para tornar o atual período uma boa hora de comprar um automóvel. “Os novos nunca estiveram tão baratos e seus valores estão estáveis já há um longo período. Além disso, as últimas altas efetuadas não modificaram significativamente seu preço final”, ressalta.

Para Tambara Neto, o atual período confirma a tendência do ano de um mercado extremamente aquecido de vendas. “O segundo semestre tem sido excepcional para as indústrias e o mercado automotivo nacional. Isso porque, sem dúvida alguma, as facilidades para se comprar carros hoje são muito maiores do que as oferecidas há cerca de um ano e meio. Por isso, acredito que nossas comercializações, comparadas com as de 2005, cresçam cerca de 15% em 2006”, prevê.

E há, ainda, quem lembre de outros fatores favoráveis. Para Jorge Simão Neto, gerente de vendas de uma concessionária Ford de Bauru, a estabilidade do custo de matérias-primas e do dólar também influenciaram positivamente para o momento “alto astral” do mercado tupiniquim. “Os preços estáveis do dólar e de matérias-primas, como o aço e os plásticos, fez com que, há muito tempo, não haja elevações dos custos dos carros. E as últimas que ocorreram foram baixas demais devido à enorme competitividade do mercado e a alta produção das indústrias”, enfatiza.

Simão Neto destaca também o impacto positivo de inúmeros planos e promoções lançados no mercado. “Hoje é possível comprar um carro financiado em até 72 meses e pagar a primeira parcela com carência de 120 dias. Com esses e outros fatores somados projetamos um aumento nas vendas de 40%”, estima o gerente.

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Você sabia que...

• Os bancos financiam carros de passeio fabricados a partir de 1990? A entrada mínima é de 20% e o valor mínimo financiado é de R$ 2 mil.

• O custo das operações para a compra de veículo caiu recentemente 0,8 ponto porcentual, ficando em 33,3% ao ano, bem inferior à taxa de 58,1% ao ano cobrada para a aquisição de bens?

• O leasing, outra modalidade de crédito para pessoas físicas, registrou, de janeiro a agosto deste ano, crescimento de 59,4% no saldo da carteira, que atingiu R$ 29,3 bilhões de reais, comparado com o mesmo período de 2005, quando o valor foi de R$ 18,4 bilhões? Se relacionado a dezembro de 2005, o aumento foi de 33,7%.

• O leasing como forma de escoamento de vendas do setor automotivo já representa 75,2% dos bens arrendados, confirmando sua crescente importância no setor?

• O bem com maior participação dentro dos financiamentos via leasing foi o automóvel, que em novembro do ano passado, último dado da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (ABEL), representava 70% do total?

• No leasing, o automóvel fica registrado em nome da instituição financeira até o débito total ser quitado? Enquanto durar o contrato, a pessoa paga uma parcela mensal (mais taxa de juros), como se estivesse quitando uma parte do valor total do bem. Também não há incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o que reduz o valor das parcelas em 0,2%.

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