O juiz Décio Divanir Mazedo, da 3ª Vara Criminal de Marília, expediu sentença judicial, ontem, condenando Márcio Antônio Condelli, Renan dos Santos e Ricardo Antônio Aparecido de Oliveira, todos acusados pelo latrocínio (roubo seguido de morte) de Rafael Camarinha, 23 anos, filho do ex-prefeito de Marília, José Abelardo Guimarães Camarinha. Na decisão judicial, Mazedo absolveu Luís Carlos Scutti, conhecido como “Titão”.
Condelli, conhecido como “Mascarado”, foi condenado a 35 anos de reclusão por ser considerado o mentor do crime. Santos recebeu uma pena de 30 anos por ter sido o autor do disparo. Oliveira, conhecido como “Ricardinho”, foi condenado a pena de 30 anos, por estar junto com os outros acusados que invadiram a residência.
O crime ocorreu em Marília (100 quilômetros de Bauru), no dia 14 de março deste ano, às 8h50. Na hora, Rafael estava na casa de sua mãe com a empregada Ana Aparecida dos Santos Manoel. Ela foi atingida por um tiro no ombro e sobreviveu. Rafael recebeu apenas um tiro, provavelmente de um revólver calibre 38. Oficialmente, a vítima teria morrido por volta das 16h.
A morte de Rafael Camarinha causou polêmica em Marília tanto que o inquérito policial foi instruído por uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, especialmente designado para as investigações.
O mandado de soltura já foi expedido para libertar Scutti, que está em presídio de Bauru junto com Oliveira. O JC apurou que Scutti foi absolvido por insuficiência de provas na sua participação no crime.
Condelli está detido em presídio do município de Álvaro de Carvalho. Santos está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preso. Os três que foram condenados podem recorrer da sentença, mas vão continuar presos.
A família Camarinha distribuiu, ontem, uma nota à imprensa em que lamentou que o inquérito policial não tenha apontado um mandante do crime.