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PFL não dialogará com o governo, garante o senador Jorge Bornhausen

Folhapress
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Brasília - Ao contrário do PSDB, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), descartou ontem a possibilidade de diálogo com o presidente Lula. “Não atravessaremos a rua. A nossa trincheira é o Congresso Nacional. Fomos colocados na oposição pelo resultado democrático. O presidente poderá conversar através de seus líderes no Congresso. Quanto a isso não tenho nenhuma restrição”, disse ele, após reunião da Executiva Nacional do partido. Bornhausen disse que o PFL seguirá caminho independente do PSDB, mas vão continuar atuando juntos no Congresso.

Segundo ele, os projetos do PFL são a reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a disputa pela presidência do Senado e a candidatura própria à Presidência em 2010. Neste ano o prefeito do Rio, César Maia (PFL), chegou a lançar sua pré-candidatura à Presidência, mas o projeto foi descartado para apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), que teve como vice o senador José Jorge (PFL-PE). O PFL se divide entre os que defendem a independência em relação ao PSDB e os que pregam a manutenção da aliança, de olho nas eleições de 2008.

No segundo grupo está Kassab, que quer concorrer à reeleição com o respaldo do governador eleito José Serra. “São dois partidos independentes, que podem perfeitamente se coligar, mas têm vida própria, direções diferentes e programas diferentes”, disse Bornhausen.

O PFL divulgou uma nota oficial com um balanço das eleições. Retrato da divisão interna no partido, o documento apresentado por Bornhausen foi reescrito pelo senador Marco Maciel (PFL-PE) antes de ser divulgado. Maciel fez uma nota mais conciliadora, retirando os ataques mais duros ao governo e termos como “perdedores” para se referir ao partido.

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