Regional

Saúde monitora larvas do Aedes em período de calor em Botucatu

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Botucatu – Preocupados com o início da temporada de chuvas e calor, que costuma aumentar o Índice de Breteau (IB), que mede a infestação do mosquito transmissor da dengue, a Vigilância em Saúde Ambiental de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) divulgou o índice de outubro que ficou em 0,46, número inferior ao mesmo mês no ano passado.

Em comparação com o índice medido em junho deste ano, que foi de 0,2, percebe-se um crescimento na infestação de larvas na cidade. No entanto, o IB medido agora em outubro na cidade é menor que o índice verificado no mesmo mês no ano passado. Segundo o veterinário e coordenador da Equipe de Vigilância em Saúde Ambiental (EVSA) de Botucatu, André Peres, em outubro de 2005 o IB ficou em 0,58.

“O IB foi satisfatório, mas é importante lembrar que os meses de chuvas se aproximam e nesse período a proliferação de larvas aumenta consideravelmente. Basta lembrar que o IB registrado em fevereiro deste ano foi de 5,86. Esse é um índice que a EVSA trabalha para que não volte a ocorrer na cidade, mas é necessário a participação e o empenho de toda a população”, alerta Peres.

A preocupação do coordenador se justifica porque, segundo ele, ao contrário do que ocorreu em junho, neste mês de outubro todas as quatro regiões da cidade apresentaram imóveis com larvas de Aedes aegypti.

A região 2, que abrange os bairros Recanto Azul e Rubião Júnior, continua apresentando os maiores valores da cidade, tendo registrado um índice de 0,64 (em junho apresentava valores de 0,66). Na região 1, formada pelos bairros próximos a Vila dos Lavradores, o IB foi de 0,31. Na região 3, que abrange a área da Cohab 1, o IB foi de 0,59 e na região 4, setor de abrangência da Vila Maria, o índice ficou em 0,23.

De acordo com Peres, os grandes responsáveis pela presença do mosquito foram os pratos de plantas, recipientes inservíveis e os bebedouros para animais. “Todos estes recipientes são propícios para o acúmulo de água e conseqüentemente a proliferação do mosquito da dengue”, alerta o coordenador.

Com o resultado da análise, a equipe de Vigilância em Saúde Ambiental se prepara para as ações de combate ao mosquito Aedes aegypt, principalmente com o término do inverno e a chegada dos dias quentes. Com as chuvas de verão, Peres lembra que as possibilidades de proliferação do inseto aumentam e a população precisa estar atenta para a eliminação dos criadouros.

No início de dezembro, quando começa a época das férias, os agentes da EVSA devem intensificar ainda mais as ações educativas. “Nós intensificamos as ações educativas para orientação da população e mais para o final do ano, quando começa o período de viagens nós temos uma intervenção na rodoviária da cidade”, explica.

Peres lembra que este ano a cidade não registrou nenhum caso de contaminação autóctone. “Nós não tivemos nenhum caso autóctone, ou seja, nenhum caso em que a transmissão se deu no município. Todos os 25 casos notificados foram importados de outras cidades”.

O coordenador da ESVA avalia positivamente os números de casos notificados e o controle e combate à disseminação da doença feito pelo órgão. “É um número bom porque estamos conseguindo nos manter sem a transmissão dentro da cidade. Mesmo quando chegam casos importados de pessoas doentes, ou casos confirmados, a doença não tem se espalhado. Porque toda vez que é notificado (a doença) nós fazemos a atividade de bloqueio onde intensificamos as ações”, conclui.

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