Internacional

Rebeldes colombianos matam 15 oficiais

Folhapress
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Bogotá - Rebeldes esquerdistas bombardearam um posto policial e mataram ao menos 16 oficiais durante um ataque de seis horas ontem em Tierradentro, em Córdoba (Colômbia), segundo autoridades locais. O ataque começou cerca de 3h da madrugada de ontem (1h da manhã no horário de Brasília) e destruiu várias casas das redondezas.

Tierradentro fica a 360 quilômetros ao nordeste de Bogotá. Autoridades culparam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo bombardeio. “O último relatório que tenho informa que 16 policiais morreram, entre dez e 12 estão desaparecidos e quatro civis ficaram feridos”, disse o chefe de segurança do Estado de Córdoba, Jairo López. López afirmou que havia cerca de 450 guerrilheiros atuando. Autoridades governamentais disseram que um número “indefinido” de rebeldes também morreu no confronto.

O Exército colombiano foi enviado para fazer a segurança do local. Negociações O ataque de ontem é o mais violento desde que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se reelegeu, em maio deste ano. Há duas semanas, Uribe cancelou negociações sobre uma possível troca de prisioneiros com as Farc, logo após ter culpado a guerrilha pela explosão de uma bomba que feriu 23 pessoas em uma universidade militar de Bogotá.

As Farc, que lutam contra o governo colombiano há mais de quatro décadas, informaram em um comunicado divulgado anteontem que desejam continuar as negociações para um acordo com o presidente. O posto policial destruído ontem em Tierradentro havia sido recentemente reconstruído por ordens de Uribe.

Residentes locais temem que os guerrilheiros estejam planejando uma campanha terrorista na região. Nos últimos dias, as Farc lançaram uma série de ataques em zonas rurais do país, explodindo carros-bomba e derrubando torres de eletricidade.

Milícias ilegais de extrema direita controlavam grandes territórios no nordeste da Colômbia antes de sua desmobilização em 2006 por meio de um acordo de paz com o governo. Os moradores da área expressaram o temor de que os rebeldes esquerdistas preencham o vácuo de poder deixado desde então.

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