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Para oposição, governo erra ao tentar conseguir apoio de maneira isolada

Folhapress
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Brasília - Ao procurar senadores isoladamente, e não os partidos de forma institucional, o governo Luiz Inácio Lula da Silva estaria repetindo um erro na relação com o Congresso cometido no primeiro mandato, segundo integrantes da oposição.

O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) ligou na manhã de anteontem para os senadores Heráclito Fortes (PFL-PI) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) e pediu apoio para a votação de projetos. “Ele disse que precisava conversar sobre as reformas, mas essa discussão tem que ser tratada via partido”, afirmou Heráclito, que orientou Tarso a procurar o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e o líder do partido no Senado, José Agripino (RN).

No primeiro mandato, o então ministro José Dirceu (Casa Civil) se aproximou dos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO), que chegaram a se aliar ao governo, apesar de integrarem partidos de oposição. No caso do PMDB, a interlocução do Palácio do Planalto é feita até hoje com o presidente do Senado, Renan Calheiros, (AL) e José Sarney (AP). O partido ficou rachado, com seu presidente, o deputado Michel Temer (SP), na oposição.

Após a reeleição, o partido caminha para aderir ao governo Lula de forma majoritária. “Não sei se é inabilidade ou salto alto. Eles procuram isoladamente pessoas influentes do partido para promover a divisão interna”, disse Agripino.

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), afirmou que o ministro também tentou falar com ele mas houve um desencontro. “Está tudo muito incipiente. Primeiro eles têm que definir as reformas que querem fazer para a gente ver o que é possível”, afirmou ele.

Quando voltar do descanso na Bahia durante o feriado, Lula deve chamar os partidos aliados para conversas. Também terá encontros com governadores. Só aí começará a compor o ministério. Além da montagem do futuro governo, o Palácio do Planalto tem outra preocupação, de tentar votar projetos importantes parados no Congresso Nacional.

As prioridades elencadas por enquanto pelo governo para o próximo ano são as reformas política e tributária. Ainda neste ano os projetos mais importantes em pauta são a Lei da Pequena e Micro Empresa, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Orçamento da União.

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