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Dois terminais x demanda

Lucien Luiz
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Para o presidente do Aeroclube, Fábio Freire Lara, a operação de companhias aéreas deveria ser mantida no antigo aeroporto. Ele acredita que demanda não será empecilho para que Bauru continue a desfrutar de dois terminais aeroviários.

“O aeroclube é um dos aeroportos mais movimentados do Estado de São Paulo. Operamos mais que Presidente Prudente e o nosso movimento é maior que o terminal de Ribeirão Preto”, argumenta.

O ex-diretor social do Aeroclube, Mário Bevilácqua, defende a idéia de que o antigo complexo deve servir para aviões de médio e pequeno portes, enquanto o recém-inaugurado às aeronaves maiores.

“É preciso fazer um trabalho para que o novo aeroporto seja regional no sentido pleno da palavra. Trata-se de um terminal grande e, por isso, tem que se viabilizar atividades para aviões desse porte. Não se pode fechar o antigo aeroporto para levar as pequenas aeronaves para o novo”, ressalta.

Bevilácqua avalia que manter o funcionamento dos dois aeroportos em Bauru é viável, assim como ocorre em Campinas, onde existem o terminal de Viracopos e dos Amarais.

“O aeroporto antigo é importante a Bauru, não só pela ligação rápida com São Paulo que ele oferece, mas também por conta do desenvolvimento que proporciona à cidade”, conclui.

A assessoria de comunicação do Departamento Aeroviário de São Paulo (Daesp) informou que os vôos comerciais serão mantidos apenas no novo complexo e que a desativação do antigo aeroporto para fins comerciais já era prevista pelo Plano Aeroviário do Estado de São Paulo. Além disso, a assessoria disse que a infra-estrutura do terminal recém-inaugurado é mais viável à aviação.

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