Política

Emdurb vai instalar mais 11 radares fixos em avenidas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

O prefeito Tuga Angerami (sem partido) autorizou a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) a concretizar o estudo apresentado no mês passado que aponta a instalação de novos radares fixos em Bauru, dos quais 11 novos equipamentos estarão localizados em pontos das principais avenidas. O total de pontos de fiscalização eletrônica passa de 11 para 18, considerando-se os endereços atuais. Mas em número de equipamentos, nos dois sentidos, as avenidas vão ganhar mais 11 aparelhos, agora também em vias como as avenidas Castelo Branco, Moussa Tobias e Comendador da Silva Martha.

O presidente da Emdurb, Célio Bucceroni, disse ontem que o prefeito discutiu os critérios técnicos adotados para a implementação das medidas. “Agora vamos finalizar o edital de licitação e realizar a concorrência. A única questão que deixamos para definir no momento oportuno é se vamos locar ou comprar um radar estático (móvel). Mas já definimos que em qualquer situação quem vai operar o equipamento é a Emdurb”, citou.

Atualmente, a empresa faz a locação do aparelho móvel, que é operado pela contratada. Com a alteração, a Emdurb fica, efetivamente, com o poder de polícia. O radar estático vai ser utilizado em vias que também apresentam fluxo elevado, mas que hoje não contam com o equipamento eletrônico. Atualmente, o aparelho móvel é utilizado nos endereços que vão ganhar radar fixo.

O estudo aponta que os aparelhos fixos passam para 18, sendo que permanece o instalado na quadra sete da rua Nilo Peçanha e os demais vão ocupar avenidas. A avenida Duque de Caxias, por exemplo, passa a ter mais três equipamentos, contra um atualmente, no viaduto Antonio Eufrásio de Toledo. Neste endereço, um radar fixo vai para o sentido bairro/Centro, no viaduto, e um par do equipamento será fixado nas quadras 13 e 16, próximo à baixada em direção ao viaduto sobre a Nações Unidas.

A Emdurb vai manter as três lombadas atuais, duas na avenida Nações Unidas e outra na rua Wenceslau Braz. A proposta descartou o aproveitamento de novas lombadas eletrônicas, apesar destas registrarem apenas 4% do total de multas aplicadas por excesso de velocidade no trânsito urbano.

O estudo da Emdurb apresenta critérios técnicos, sobretudo de engenharia de tráfego, para a opção pelo aumento de radares fixos (pardais) ao invés de lombadas. Outro argumento apontado pelo presidente da Emdurb, Célio Bucceroni, foi o de que um decreto de 9/09/2006 do Conselho Nacional de Trânsito (CNT) recomenda a instalação de radares fixos para locais onde é necessário o monitoramento da velocidade. A exceção, praticamente impossível de ocorrer na prática, é para que a lombada substitua o radar fixo apenas se os índices de acidentes não sofrerem redução após a presença do aparelho nas vias, ainda assim com elevados registros de acidentes graves.

Diferença de opções

Para o cidadão, o aparelho com instrumento de advertência para o registro da velocidade significa “alerta e educação para o trânsito”, na medida em que chama a atenção para a identificação da velocidade no painel. Mas, do ponto de vista administrativo, a lombada é uma péssima opção para o gestor do trânsito urbano, já que o aparelho apresenta volume baixíssimo de registros de multa (4% a 5% das infrações por velocidade em Bauru). Já o “pardal” e o radar estático (móvel) garantem 47% do volume de multas aplicadas, cada um, equilibrando a conta da Diretoria do Sistema Viário (DSV) da Emdurb.

Conforme antecipou o JC no mês passado, a Emdurb vai equipar ruas e avenidas como a Duque de Caxias, Comendador da Silva Martha, Moussa Tobias e Castelo Branco com um total de 18 equipamentos fixos de monitoramento de velocidade (os pardais).

A proposta inclui a desativação de alguns pontos, com deslocamento para outras quadras, como os dois radares da quadra 13 da avenida Getúlio Vargas, um na quadra 37 da Nações Unidas e outro par nas duas mãos localizadas nas quadras 41 e 44 da Rodrigues Alves.

A proposta é de rodízio com o funcionamento de três radares fixos em cada vez. Os números da Emdurb são de que com os pontos de radares nas principais avenidas e a eliminação do monitoramento móvel nesses locais o total médio de infrações por mês iria permanecer em algo perto de 2.500 flagrantes por excesso de velocidade.

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