Política

Câmara Municipal vota um projeto e seis homenagens

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Com a pauta fria, os vereadores de Bauru votaram apenas um projeto e seis homenagens na sessão de ontem. O projeto autoriza o Executivo a doar imóvel da prefeitura para o Estado, com o objetivo de construir a base Noroeste da Polícia Militar. A construção da Base vem sendo reivindicada há quatro anos pelos moradores e pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Noroeste.

Além da doação do terreno para a PM, a Câmara aprovou a concessão de uma medalha Custos Vigilat, quatro prêmios “Zumbi dos Palmares” e duas moções de aplauso. Outros quatro processos que estavam na pauta foram adiados a pedido dos parlamentares. Entre eles duas alterações à Lei Orgânica do Município (LOM) e um parecer de ilegalidade, além de projeto de lei que estabelece normas para a utilização de mesas de jogos em estabelecimentos comerciais de Bauru.

Após o adiamento dos quatro projetos, o vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) comentou a situação inusitada. “Se continuar assim, nós não vamos votar nada”, disse.

Lixo

Sem grandes projetos na pauta, os discursos deram o tom na sessão de ontem. O lixo em Bauru voltou a ser discutido. Desta vez o tema foi coleta seletiva. O vereador João Parreira (PSDB) comentou a situação do aterro sanitário e lembrou que a vida útil do local está comprometida, mesmo com a possibilidade da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) conseguir a liberação de uma quarta camada para depositar os resíduos.

Parreira também comentou a necessidade de Bauru ser mais eficiente na coleta seletiva, e defendeu a contratação de empresa privada para construir uma usina de reciclagem na cidade. O JC divulgou, em reportagem publicada dia 9 de outubro, que a vida útil do aterro sanitário cai pela metade, porque o lixo reciclável é depositado no local com o orgânico.

Já o vereador Marcelo Borges (PSDB) criticou novamente o Executivo, que segundo ele não tem uma política para tratar o lixo em Bauru. “O prefeito está há dois anos no cargo e ainda não tem uma política do lixo. Precisa definir quem toma conta do lixo em Bauru, se é a Emdurb ou a Secretaria do Meio Ambiente”, disse.

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