Esportes

Vôlei: Brasil pega Azerbaijão pela segunda fase

Por Mariana Lajolo | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Tóquio - Se levasse para a quadra sua história e a empolgação da torcida, o Azerbaijão seria um rival perigoso para o Brasil, amanhã, às 5h (de Brasília), na estréia na segunda fase do Mundial de Vôlei Feminino, no Japão.

Antigo manancial de atletas para a ex-URSS, o país tem as atenções voltadas para o vôlei. Os torcedores assistem aos jogos da seleção por dois canais de TV. Não é raro ver no ginásio membros do alto escalão do governo e até o presidente.

“O vôlei feminino é o esporte mais popular em nosso país, e as atletas são ídolos nacionais”, diz Zohrab Gozalbayli, diretor de comunicação da federação que gere o esporte no país. “Também é popular entre as crianças e há escolas e times mirins nos clubes”, completa.

Mas a realidade da equipe hoje está bem distante da que alcançou a URSS quando Inna Ryskal, ícone do esporte no século 20, saiu do Azerbaijão para fazer parte da seleção bicampeã olímpica nos anos 60 e 70. O time foi o décimo colocado do último Grand Prix, mas teve o mérito de levar ao tie-break jogos contra Rússia, China, Itália e Cuba. No Mundial, avançou em quarto de seu grupo. “Creio que nossos melhores jogos foram os que perdemos”, declara o técnico Faig Garayev.

A força do rival contra os favoritos é uma das principais preocupações de José Roberto Guimarães. Ele também pede atenção especial com a atacante Mammadova. “Temos que neutralizar principalmente as bolas altas dela”, ensina.

Outro ponto forte do Azerbaijão é o entrosamento. Das 12 jogadoras, oito atuam no AzerRail Baku. O trunfo, no entanto, preocupa até o treinador da equipe quando a discussão é o futuro do esporte, que divide holofotes com o futebol.

“Não temos times, só o AzerRail. Existem atletas boas, que atuam por anos, mas não entram no grupo deles”, lamenta.

Preocupações

Sassá está praticamente liberada. Fofão e Fabiana ainda preocupam. A Seleção vai repetir, na estréia na segunda fase, o esquema de jogos anteriores. A levantadora começa no banco e entra se o time precisar de socorro. Ontem, Fabiana era dúvida. A meio-de-rede, que se recupera de dores no abdome, só participou de parte do treino. Fofão, com contusão na perna, praticamente não treinou.

Última a se machucar, Sassá ainda sente dores no pé, mas só foi poupada dos exercícios de bloqueio. Amanhã, deve atuar. Além da recuperação da atacante, Zé Roberto teve outro motivo para comemorar ontem. Como o horário do jogo foi mudado das 7h (18h locais) para as 5h, ele não terá de mexer muito na programação do time. Desde que chegou ao Japão, as atletas se ressentem da falta de descanso - jogaram a primeira fase às 14h, quando normalmente estão cochilando. Na TV: Brasil x Azerbaijão, ao vivo, às 5h (de Brasília).

Masculino

A Seleção chegou ontem à Paris. A comissão técnica decidiu fazer uma escala antes de seguir ao Japão para amenizar os efeitos do fuso. O time treinará pela manhã e à tarde. A idéia inicial era levar a equipe para a Itália, mas foi abortada após uma saia-justa com a federação local. A entidade não foi informada pelos clubes de que haviam sido feitos convites aos brasileiros para treinarem no país.

Além da insubordinação, a federação não gostou da possibilidade de abrigar o “inimigo” em casa. Amanhã, a Seleção viajará para Osaka. A estréia no Mundial será no dia 17, contra Cuba, em Fukuoka.

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