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Câmara prorroga processo de Janene

Folhapress
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São Paulo - A Câmara prorrogou por mais 30 dias a votação do processo contra o deputado José Janene (PP-PR), o único parlamentar da Casa acusado de envolvimento com o esquema do “mensalão” ainda não julgado pelos colegas. A prorrogação foi determinada para que haja alguma garantia de quorum para que o processo seja votado. A data original era o próximo dia 11.

O processo de Janene já se arrasta por mais de um ano. O deputado é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do publicitário Marcos Valério de Souza, apontado como operador do “mensalão”. Não há provas, mas integrantes da extinta CPI dos Correios suspeitam que o dinheiro pode ter sido usado na cooptação de parlamentares.

O processo demorou tanto tempo para ser votado pelo plenário da Câmara uma vez que Janene sofre de problemas cardíacos e demorou a apresentar sua defesa. O deputado também tentou manobras regimentais para atrasar a votação no órgão. Ele nega ter recebido dinheiro para comprar deputados. Segundo Janene, o partido recebeu do valerioduto R$ 700 mil para o pagamento de advogados.

Suassuna

O Conselho de Ética do Senado deve votar hoje o pedido de cassação do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), acusado de condescendência criminosa pelo suposto envolvimento de seu ex-assessor Marcelo de Carvalho com a máfia dos sanguessugas. O parecer é do senador Jefferson Péres (PDT-AM). Péres disse não ter encontrado provas do envolvimento direto de Suassuna na quadrilha nem indícios de que ele tenha recebido parte da propina paga a seu assessor.

O líder do PMDB, senador Wellington Salgado (MG), apresentará um relatório alternativo, sugerindo uma punição mais branda. Suassuna não conseguiu se reeleger em outubro e seu mandato vai até 31 de janeiro. Se a cassação for aprovada pelo plenário do Senado, perderá os direitos políticos por oito anos.

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