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Carla Cepollina será denunciada pela morte do coronel Ubiratan

Folhapress
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São Paulo - O promotor Luiz Fernando Vaggione vai apresentar hoje denúncia (acusação formal) contra a advogada Carla Cepollina, suspeita de ter matado o namorado, o coronel da reserva da Polícia Militar (PM) e deputado estadual Ubiratan Guimarães, 63 anos.

O crime ocorreu em setembro último. Caberá à Justiça aceitar ou não a denúncia. Se for aceita, a advogada será processada. Ela nega envolvimento no assassinato. Vaggione, que recebeu o inquérito policial no dia 17 do mês passado, afirmou que o motivo do crime não foi ciúmes, ao contrário do que concluiu o inquérito policial.

Segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual, o promotor não adiantou qual a motivação do crime que será usada na denúncia. Há a possibilidade de a tese de vingança ser usada na acusação. Inquérito O inquérito sobre a morte havia sido concluído pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia 13 de outubro.

Para a Polícia Civil, Carla é a única responsável pelo crime. Ela foi indiciada por homicídio duplamente qualificado - por motivo fútil (ciúme) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima (Ubiratan estava desarmado). Em outubro, a 9.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) negou o pedido de habeas corpus preventivo movido por Cepollina.

Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Ubiratan foi baleado em seu apartamento, nos Jardins (zona oeste de São Paulo). O crime ocorreu no dia 9 de setembro, mas o corpo foi encontrado na noite seguinte, enrolado em uma toalha. Segundo a polícia, o coronel foi morto com um tiro de uma de suas armas - um revólver calibre 38 que não foi encontrado no local do crime.

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