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Principais aeroportos do Brasil operaram normalmente ontem

Folhapress
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São Paulo - A movimentação nos principais aeroportos do país segue a normalidade ontem, sem atrasos longos e excesso de cancelamentos dos vôos. Na semana passada, os terminais passaram por uma das piores crises do setor aéreo brasileiro, provocada pela operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo.

Passageiros nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Salvador não enfrentam problemas no embarque ou na chegada. Anteontem a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou que a medida dos controladores causou atrasos em 43% das decolagens no país, entre os dias 26 de outubro e 4 de novembro. Das 14.700 decolagens, 5.145 registraram atrasos significativos.

O balanço da Infraero ainda apontou que 8% dos vôos foram cancelados no período, o que corresponde a 1.176 decolagens. Os controladores adotaram a operação-padrão motivados pela pressão sobre a categoria após a queda do Boeing da Gol que matou 154 pessoas, em 29 de setembro. Os profissionais decidiram restabelecer, à força, os padrões internacionais de segurança de vôo.

Na operação, os controladores elevaram a distância entre os aviões e reduziram para 14 o número de aeronaves vigiadas por cada um. O resultado foi uma seqüência de atrasos e cancelamentos de vôos. Milhares de passageiros sofreram com esperas de até 20 horas nos terminais.

Reembolso

Os passageiros de São Paulo que sofreram com os atrasos e cancelamentos de vôos ocorridos de 27 de outubro e 3 de novembro últimos nos principais aeroportos brasileiros podem requerer às companhias aéreas o ressarcimento das despesas tidas durante a espera com alimentação, transporte terrestre e telefonia, por exemplo.O serviço foi colocado à disposição no site do Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP).

Para pedir reparação, os passageiros devem registrar suas reclamações e dar provas -principalmente notas fiscais. “Neste momento, só negociamos despesas comprovadas. Despesas com danos maiores, como perdas de negociações e enterros, devem ser pleiteadas na Justiça”, explica a técnica da área de Serviços Privados do Procon-SP, Márcia Christina Oliveira. O reembolso foi acertado ontem durante uma reunião entre representantes da fundação e das companhias Varig, GOL, BRA, TAP, Ocean Air e Continental Airlines.

Segundo o Procon-SP, inicialmente, as empresas haviam planejado reembolsar só passageiros de vôos que atrasaram quatro horas ou mais, conforme prevê a legislação aeronáutica. Porém, pelo Código do Consumidor, há dano em qualquer intervalo de atraso. “Na semana que vem, as companhias apresentarão uma proposta mais abrangente de ressarcimento.”

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