Pesca & Lazer

História de pescador: É pra bater? Então toma!

Fernando Lucilha Jr.
| Tempo de leitura: 2 min

Geralmente, uma pescaria é sinônimo de divertimento e prazer. Lembramos até aquela frase muito usada quando uma pessoa do nosso relacionamento está acometida de “estresse”. "Tá nervoso, vai pescar!!!" Pois é isso mesmo que aconteceu com alguns amigos meus. A pescaria em si não mereceu nenhum destaque, tudo tendo corrido como em tantas outras: os preparativos, a viagem, as gozações, os peixes, a aventura e o divertimento de sempre, os amigos, enfim, a festa que relaxa a alma de qualquer ser humano. O pouco que vou narrar me foi contado pelo amigo Chaves, que junto com o Zé Nilton, Pardal, Fernando (meu xará), Nelson, Prego, Bili e Anderson, partiram, em maio deste ano, para uma grande aventura na cidade de Aruanã-GO, no rio Araguaia, mais precisamente na foz do rio Vermelho. Infelizmente, não fiz parte dessa simpática comitiva de pescadores. O lendário Araguaia povoa minha imaginação e enche-me de ansiedade quando o vejo em fotos deslumbrantes. Ainda irei conhecê-lo, com a graça de Deus. Mas vamos lá com a nossa história. Numa manhã ensolarada, todos protegidos do sol por grandes “sombreiros”, estacionados no meio daquela imensidão de água, estavam nossos pescadores. A pesada poita presa ao fundo do rio com vários metros de corda mantinha os barcos imóveis, flutuando suavemente ao sabor da correnteza. Num deles, Zé Nilton, Prego e Anderson lançavam suas linhas na esperança maior de sentir a forte puxada de uma enorme “pirarara”. Mas os peixes deviam estar de folga naquele dia. Algum puxão vez em quando, sem muito entusiasmo, não contentava os solertes pescadores. Aquela paradeira fez com que o Prego e o Anderson trocassem de iscas repetidas vezes. Nesse vai-e-vem, lança a linha, recolhe, lança de novo, recolhe... Era inevitável que, chegando próximo ao barco, a chumbada batesse no alumínio da embarcação, produzindo aquela pancada seca e irritante! Na primeira, o Zé Nilton apenas advertiu os companheiros com um olhar de cobra. Nas próximas vezes ele já nem piscava, elogiando, veementemente, as genitoras dos companheiros. Propositadamente, os sacanas Prego e Anderson, recolhiam desnecessariamente as linhas só para provocar aquela pancada doída, da chumbada no barco, ao ouvido sensível do Zé. O Chaves, com os outros pescadores estavam próximos, em outro barco e puderam presenciar o ataque de histerismo que se sucedeu...

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