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PT quer manutenção dos seus ministérios

Folhapress
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Brasília - Reunido na Câmara para debater estratégias para os próximos quatro anos, o PT prometeu ontem disputar espaço político no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, deixando claro que pretende, no mínimo, manter a atual participação no ministério. Um exemplo da preocupação do partido é que o presidente afastado do PT Ricardo Berzoini informou que se encontrou com Lula, ontem, para uma “conversa sobre o futuro”. Berzoini está afastado do PT desde que estourou o caso do dossiê.

O partido está ameaçado de ter de ceder áreas importantes para aliados como PMDB, PP, PR (ex-PL) e PSB a partir de 2007, além de abrir lugar para nomes do empresariado. Foi também uma reunião em que lideranças pediram o fim de um certo “complexo de inferioridade” do partido, que há quase dois anos pula de crise em crise ininterruptamente. Nesse período, o PT freqüentemente foi visto como um empecilho para o presidente Lula, mais do que um ativo. “O PT não aceita mais a tese de que faz mal ao Brasil. O PT faz bem ao País e ao governo”, disse o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP).

O encontro de ontem reuniu cerca de 70 petistas, entre deputados federais da atual legislatura, parlamentares eleitos e membros da direção nacional. O discurso uniformizado de quase todos reconhecia que Lula tem direito a formar uma base política ampla, incluindo vários partidos. Mas sempre desembocava num apelo para que o PT não ficasse esquecido. Berzoini fez uma defesa da participação do PMDB na equipe de Lula, dizendo que o objetivo é “compor um governo com base ampla”. Em seguida, pediu que seu partido não seja “subestimado”.

O que mais preocupa o partido é a perda de postos-chave na administração. A ameaça paira sobre ministérios como Fazenda, Planejamento, Relações Institucionais e Secretaria Geral. Na “cozinha” do governo, apenas a Casa Civil está assegurada sob o comando de Dilma Rousseff.

Na área social, o PT deve manter a Educação e o Desenvolvimento Social. Deve pegar mais uma vez a pasta das Cidades, mas está virtualmente alijado da estratégica área de infra-estrutura (Transportes, Energia, Comunicações), que tende a ir para o PMDB.

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