São Paulo - A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota ontem demonstrando preocupação pelo fato de investigações da Polícia Federal (PF) terem tido como conseqüência a quebra do sigilo telefônico da "Folha de S.Paulo".
Um dos telefones da Sucursal de Brasília do jornal, instalado no comitê de imprensa da Câmara dos Deputados, teve o seu sigilo quebrado em meio às investigações sobre o dossiê antitucano. O pedido de quebra feito pela PF à Justiça, no dia 24 de setembro, incluiu ainda outros 168 números telefônicos, entre eles o do aparelho celular profissional utilizado por uma repórter da "Folha de S.Paulo".
Segundo a ANJ, “nunca é demais lembrar que o sigilo da fonte é parte essencial do livre exercício do jornalismo, conforme determina a Constituição”. “A ANJ se solidariza com a Folha e seus profissionais e espera que episódios como esse não se repitam.
As investigações policiais, necessárias para averiguar crimes, não podem levantar suspeitas sobre suas motivações nem colocar em risco o direito à privacidade dos cidadãos”, completou a nota da entidade, assinada pelo vice-presidente Júlio César Mesquita.