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Júri absolve PM acusado de comandar extermínios

Folhapress
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São Paulo - Levado a julgamento anteontem em Guarulhos (Grande São Paulo) sob a acusação de liderar um grupo de extermínio responsável pelo assassinato de três jovens, em abril de 2003, o ex-PM Cláudio Honório de Morais, o Véia, foi absolvido pelo Tribunal do Júri. Ao lado do segurança Cláudio Rodrigues dos Santos, 25 anos, o Fininho, Morais, que, à época do crime era soldado da 1.ª Companhia do 15.º Batalhão da Polícia Militar, foi julgado pela morte de Daniel Gervilia dos Santos e Rodrigo Franco dos Santos, ambos de 22 anos, e Paulo Sérgio de Souza Bernardes, 19 anos. Em seu pedido de condenação de Morais e Santos aos sete jurados - cinco mulheres e dois homens -, o promotor de Justiça Marcelo Alexandre de Oliveira argumentou, com base no depoimento de testemunhas da chacina, que os dois réus integram o grupo de extermínio conhecido como “Touca Ninja”, pois, segundo ele, os acusados sempre usavam toucas pretas para cobrir os rostos quando matavam as suas vítimas. Oliveira também disse aos jurados que outros integrantes do grupo de matadores estavam na platéia durante o julgamento de Santos e Morais. Nenhum parente ou amigo das vítimas foi ao fórum anteontem. Os advogados dos acusados, contratado por Morais, argumentaram aos jurados que não existiam provas, “mas apenas indícios”. ()

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