Bagdá - Forças de segurança iraquianas prenderam ontem o líder da rede Al-Qaeda no oeste do Iraque, no mesmo dia em que o Exército anunciou as mortes de dois soldados e um marine. Abu Muhayyam al Masri - conhecido como “O Egípcio”, suposto chefe local da Al-Qaeda - foi preso na cidade de Rawah, 275 quilômetros a noroeste de Bagdá, segundo fontes do Ministério da Defesa iraquiano. Dois assessores, Abu Issam al Libi, ou “O Líbio”, e Abu Zaid al Suri, ou “O Sírio”, também foram detidos, ao lado de outros nove membros da célula terrorista. Aparentemente, os pseudônimos visam marcar as nacionalidades estrangeiras dos líderes. Milhares de terroristas esntrangeiros se infiltram no Iraque por meio da fronteira com a Síria, que fica a cerca de 90 quilômetros de Rawah. As nacionalidades dos detidos não foram confirmadas. Segundo a polícia, Al Suri confessou ser responsável pela organização de ao menos um ataque suicida em Bagdá. Ele também disse que infiltrou uma grande quantidade de armas no Iraque. Rawah fica na Província de Al Anbar, que é cenário de freqüentes ataques insurgentes contra tropas americanas e iraquianas desde a invasão do país, liderada pelos EUA em 2003. O Exército americano anunciou as mortes de dois soldados da 89.ª Brigada Militar. Ambos estavam em um veículo atingido por uma bomba ao trafegar por uma estrada a oeste de Bagdá. Um terceiro soldado americano ficou ferido na explosão. Um marine também morreu ontem em decorrência de ferimentos sofridos anteontem, durante um combate com rebeldes. Os nomes dos soldados mortos não foi divulgado pelo Exército americano. As novas mortes elevam o número de baixas americanas para 23 em novembro - 11 deles apenas na Província de Al Anbar. Ao menos 2.843 membros do Exército americano morreram desde o início do conflito no Iraque, em 2003. ()
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