Rio - “Estou arrependido. Não deveria ter feito o que fiz". Estas foram as palavras ditas pelo camelô André Luís Ribeiro da Silva, 35 anos, ao ser preso anteontem, depois de manter por dez horas como reféns a ex-mulher, Cristina Ribeiro, 36 anos, e passageiros do ônibus da linha 499 (Cabuçu-Central), na rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense). Segundo irmãos de Silva, ele chorava muito e dizia ter “estragado a sua vida”. A família dele, entretanto, acredita que os dois vão reatar o relacionamento. “Quando estavam no ônibus, os dois se beijaram e ela prometeu voltar para ele. Eu acredito que isso aconteça porque ele gosta dela e ela gosta dele. Sempre foram muito ligados”, disse Rosemary Costa, irmã de Silva que passou a noite na carceragem da 52.ª Delegacia de Policia. Ontem, ele não recebeu visitas. Rosemary contou que o motivo que levou Silva a atacar a ex-mulher foi que o filho mais velho do casal, de nove anos, teria dito que viu Cristina com outro homem dentro de um carro vermelho. Cristina sofreu escoriações leves e foi atendida nos hospitais da Posse e Nossa Senhora de Fátima, em Nova Iguaçu. A família informou que ela estaria na casa da mãe, em Austin (distrito de Nova Iguaçu), mas ela não foi encontrada. Ela ainda não fez o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O irmão do camelô, Carlos Eduardo da Silva, disse que o casal sempre viveu bem e que Silva ficou surpreso com a separação. Segundo ele, o irmão era muito ligado aos filhos, mas às vezes era impedido pela ex-mulher de vê-los. Silva deverá responder pelos crimes de porte ilegal de armas, ameaça e constrangimento ilegal. Policiais da 52.ª DP disseram que ele não deverá ser indiciado por seqüestro porque esse crime se caracteriza por manter pessoas em cárcere privado, mas com a intenção de obter dinheiro.
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