Política

Para vereadores, falta de acordo pode travar projeto

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Os vereadores de Bauru já esperavam que o prefeito Tuga Angerami (sem partido) enviasse à Câmara os projetos do parcelamento da dívida entre Prefeitura e Fundação da Previdência (Funprev). Alguns vereadores até ensaiaram críticas pelo fato do prefeito ter enviado um dos projetos, o que transfere os inativos para a Funprev, sem obter acordo com o Conselho Curador.

Para alguns parlamentares, esse fato pode travar a votação na Câmara. Os conselheiros, assim como alguns vereadores, entendem que apenas o aumento da alíquota não será suficiente para cobrir a transferência. “O que for acordado, discutido e consensual, será muito melhor, porque todos estão preocupados com o futuro do servidor. O projeto diz respeito a pagamento de dívidas passadas, mas vai comprometer o trabalhador aposentado futuramente, então penso que é oportuno ouvir o Conselho”, disse a vereadora Majô Jandreice (PC do B).

Mesmo o vereador Marcelo Borges (PSDB), um dos mais críticos da administração, afirmou que é preciso manter o equilíbrio entre o que é bom para o Município e para os servidores. “Precisamos discutir com muita tranqüilidade. É uma pena que não tenha o aval da Funprev porque com diálogo é muito mais fácil”, frisou.

José Carlos Batata (PT) também ressaltou a importância dos projetos mas considera que o aumento da alíquota não será suficiente para arcar com os custos que a Funprev terá.

Já o vereador João Parreira (PSDB) destacou a preocupação com a capacidade de investimento da Prefeitura. Ele lembrou que Bauru não pode receber recursos federais por estar inadimplente.

“O acordo da dívida é importante para a Funprev, para a Prefeitura, mas é muito mais importante para a cidade, porque a partir desse acordo, o Município passará a ter o Certificado de Regularidade Previdenciária e aí, poderá fazer convênios com o governo federal”, frisou, afirmando que Bauru perdeu recursos ao longo dos anos por estar inadimplente. “Só no ano passado a cidade perdeu R$ 5 milhões”, salientou.

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